"Palocci está bem-humorado, tranqüilo e seguro", diz deputado

O vice-líder governista, deputado Beto Albuquerque (PSB-RS), deixou o Palácio do Planalto após participar, nesta quarta-feira, de uma reunião sobre orçamento informando que encontrou o ministro da Fazenda, Antonio Palocci, "bem-humorado e cumprindo sua agenda normalmente". "Ele está bem pessoalmente, tranqüilo, seguro e acompanhou todos os debates em torno do Orçamento", afirmou Albuquerque.O deputado disse que, na reunião no Planalto, não se tratou do assunto envolvendo afirmações do caseiro Francenildo Costa sobre Palocci. "O ministro não tratou desse assunto conosco", afirmou Albuquerque."Tem uma palavra - a de Palocci - dada no depoimento à CPI dos Bingos, de que ele não foi à casa (no Lago Sul, alugada pelos integrantes da chamada República de Ribeirão Preto, freqüentada, segundo o caseiro, pelo ministro), e a palavra dele, para nós, é a que está valendo, não desrespeitando a palavra dos outros", disse o deputado."Agora, cabe descobrir quem quebrou o sigilo do caseiro, o que é inaceitável, pois não se pode aceitar essa violação da lei", acrescentou Albuquerque, assegurando que a situação não está interferindo no trabalho do ministro."Não vai ser um berro da oposição que vai tirar o humor do ministro ou a disposição dele de trabalhar", afirmou o vice-líder. Segundo ele, o governo quer vencer esta etapa do Orçamento Geral da União para este ano, ainda não votado pelo Congresso, e é preciso saber quem está com o governo nesta hora.OrçamentoDa reunião no Planalto participaram, além de Palocci e Albuquerque, os ministros do Planejamento, Paulo Bernardo, e de Relações Institucionais, Jaques Wagner, além de outros líderes de partidos da base aliada.Segundo Albuquerque, a expectativa é de que, amanhã, se tente votar o Orçamento, mas uma avaliação mais detida sobre essa possibilidade só será feita pelos líderes governistas à noite, após a votação dos processos de cassação dos deputado Wanderval Santos (PL-SP) e João Magno (PT-MG) pelo plenário da Câmara.MínimoQuestionado se o governo vai editar uma medida provisória para permitir que o novo salário mínimo de R$ 350,00 entre em vigor em 1º de abril, já que o Congresso não aprovou e dificilmente aprovará, em tempo, o projeto que trata do assunto, Albuquerque disse que a MP está pronta, mas ponderou que não aprovar o Orçamento e o projeto do salário mínimo "seria um atestado de descompromisso com a população" por parte do Legislativo.

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