Wilson Pedrosa/AE
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Palocci deixa a Casa Civil; Gleisi Hoffmann assume o cargo

BRASÍLIA - O ministro-chefe da Casa Civil, Antonio Palocci, entregou na tarde de hoje carta à presidente Dilma Rousseff solicitando o seu afastamento do cargo. A informação foi repassada pela assessoria de imprensa da Casa Civil. A senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), que esteve reunida com a presidente, vai substituí-lo na pasta. A posse será amanhã, às 16h, segundo informações do Palácio do Planalto.

Leonencio Nossa, João Domingos e Tânia Monteiro, O Estado de S.Paulo

07 de junho de 2011 | 18h22

"O ministro considera que a robusta manifestação do procurador-geral da República confirma a legalidade e a retidão de suas atividades profissionais no período recente, bem como a inexistência de qualquer fundamento, ainda que mínimo, nas alegações apresentadas sobre sua conduta. Considera, entretanto, que a continuidade de embate político poderia prejudicar suas atribuições no governo. Diante disso, decidiu solicitar seu afastamento", informa a nota divulgada pela assessoria da Casa Civil.

 

Em nota, a Presidência da República confirmou a saída de "tão importante colaborador" assim como o convite para a senadora Gleisi assumir o cargo. "A presidente destacou a valiosa participação de Antonio Palocci em seu governo e agradece os inestimáveis serviços que prestou ao governo e ao país", completa o texto.

 

Fontes do Planalto disseram que não há expectativa de novas mudanças no quadro ministerial. Segundo essas fontes, a presidente espera que a polêmica em torno do caso Palocci acabe até porque está convencida de que teve muita politização. "Dilma Rousseff acredita que Gleisi tem tido atuação importante no Senado e vai ajudá-la na questão da coordenação política", afirmaram as fontes.

 

Deputado federal entre os anos de 2006-2010, Antonio Palocci não voltará à Câmara dos Deputados. Ele não concorreu às eleições no ano passado para coordenar a campanha eleitoral da presidente Dilma Rousseff. Palocci foi a primeira baixa entre os ministros do governo Dilma. Ele assumiu o cargo em 1º de janeiro deste ano e ficou 158 dias no cargo.

 

Arquivamento. Nesta segunda, o Procurador-geral da República, Roberto Gurgel, anunciou o arquivamento de representação que pedia abertura de investigação sobre Palocci, que aumentou seu patrimônio em 20 vezes desde 2006.

 

Atualizado às 19h31

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