Palocci defende empenho de Dirceu para aprovar mínimo

O ministro da Fazenda, Antonio Palocci, negou que esteja insatisfeito com o empenho do ministro da Casa Civil, José Dirceu, pela aprovação, no Congresso, da medida provisória (MP) que definiu em R$ 260,00 o valor do salário mínimo de 2004. Hoje pela manhã, o presidente da Câmara, deputado João Paulo Cunha (PT-SP), declarou seu apoio e sua solidariedade a Dirceu em reação a críticas que ele estaria sofrendo por não se empenhar pela aprovação do mínimo. João Paulo não explicou quem estaria fazendo as críticas. Segundo Palocci, "é uma grande injustiça" dizer que Dirceu não estaria ajudando na aprovação do mínimo ou em qualquer área para o equilíbrio econômico. "Dizer que o ministro José Dirceu não contribui para esse trabalho é uma grande injustiça", afirmou o ministro da Fazenda. Acrescentou que o ministro da Casa Civil tem tido um empenho "permanente" em favor da aprovação do salário mínimo. Segundo Palocci, o fortalecimento da política fiscal e a aprovação das reformas foram as duas coisas mais importantes para o restabelecimento do equilíbrio macroeconômico do País, e José Dirceu teve um lugar de "destaque na coordenação dos trabalhos" para a aprovação das reformas. "Sem a coordenação de José Dirceu nas reformas, talvez não tivéssemos conseguido o equilíbrio macroeconomico no curto espaço de tempo. Não há motivo para se ter dúvida da coordenação política do governo", disse Palocci.

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