Palavra de Lula tem 'prazo de validade', diz Tuma sobre pacote

Corregedor do Senado critica elevação dos impostos para compensar fim da CPMF e diz que sentiu 'amargura'

Agência Brasil

09 Janeiro 2008 | 13h22

O corregedor-geral do Senado, Romeu Tuma (PTB-SP), criticou nesta quarta-feira, 9, a decisão do governo de aumentar tributos para compensar o fim da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF). Segundo ele, o governo não cumpriu o que teria prometido no fim do ano passado, quando se comprometeu a apenas cortar gastos e otimizar despesas. "Ao chegar no Brasil (de férias), senti amargura ao saber que a palavra do presidente da República tem data de validade", afirmou Tuma. O senador ainda rebateu a afirmação feita pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, de que o compromisso de não aumentar impostos teria sido válido apenas para 2007. "A resposta de Mantega foi cinicamente esquartejante e demonstra o espírito de Maquiavel que ronda o Palácio do Planalto no corpo de Mantega." Na semana passada, o governo decidiu aumentar as alíquotas do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) e a Contribuição sobre o Lucro Líquido (CSLL) dos bancos. Para o corregedor-geral do Senado, essas medidas farão os consumidores pagar mais caro pelos produtos que adquirirem. "Vou sugerir aos comerciantes que coloquem em suas lojas cartazes com os seguintes dizeres: você está pagando mais caro em razão de uma decisão do governo."

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