Palanque do PV no Rio não terá Serra, avisa Marina

Senadora, que participou da Campus Party, disse que a internet terá papel importante na campanha

Anne Warth e Rodrigo Alvares,

29 de janeiro de 2010 | 17h33

A senadora Marina Silva, pré-candidata à Presidência da República pelo PV, disse nesta sexta-feira, 29, que o deputado federal Fernando Gabeira (PV-RJ) não dará palanque a José Serra, provável candidato do PSDB ao Palácio do Planalto. Gabeira deve ser o candidato do PV ao governo do Rio de Janeiro, com apoio, explícito ou indireto, do PSDB.

 

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"O Gabeira já decidiu: o palanque lá é da candidatura do PV", disse Marina, durante visita à Campus Party, encontro mundial de comunidades e redes sociais da internet realizado em São Paulo.

 

Ao chegar ao evento, a senadora e ex-ministra do Meio Ambiente participou de um "batismo digital", projeto que pretende evitar o analfabetismo digital, como é chamada a situação das pessoas que possuem computador e acesso à internet mas não sabem usufruir todos os seus benefícios.

 

Durante a aula, Marina foi interrompida diversas vezes para tirar fotos com os participantes da Campus Party. Ela disse que a experiência a fez lembrar da época em que foi alfabetizada, aos 16 anos de idade. "Eu me reencontrei com aquele início, em que fui pela primeira vez a uma escola, começando a me alfabetizar pelo Mobral aos 16 anos", contou.

 

Campanha na internet

 

Para a senadora, a internet terá papel importante durante a campanha eleitoral deste ano. "Será uma ferramenta que pode facilitar, sim, sobretudo, para aqueles que têm uma mensagem e coerência política com essa mensagem", declarou.

 

A senadora ponderou, entretanto, que o contato de candidatos com internautas não será tão simples. "Acho que a tendência é que as pessoas voluntariamente se liguem a projetos que não sejam projetos de poder pelo poder", disse, sem revelar a quem serviria a crítica.

 

Seguida por vários jornalistas e curiosos, a senadora conversou com participantes do evento, e chegou a colocar óculos especiais para ver uma demonstração de um jogo em 3D.

 

A senadora também participou de um debate sobre como a internet pode apoiar causas sociais. Marina falou sobre a influência das novas tecnologias durante sua infância no Acre, questões eleitorais e em como a internet pode ajudar o brasileiro a exercer um papel mais representativo no processo político.

 

De acordo com Marina, o governo Lula tem aperfeiçoado os mecanismos de inserção digital, mas ressaltou: "Não vou falar mal da Dilma, do Serra ou do Lula até por ser pré-candidata à Presidência, mas o desenvolvimento (digital) ainda está aquém do seu potencial".

 

 

'Desconferência'

 

A organização da Campus Party realizou a discussão em um formato de "desconferência", no qual os internautas fariam perguntas através de #marinasilva no Twitter. Questionada sobre a internet como um direito do cidadão, Marina respondeu que "é fundamental que as pessoas tenham acesso, mas é preciso uma mediação". Ela também defendeu que o governo possa atuar como provedor.

 

Comparada ao presidente americano Barack Obama, Marina ironizou: "Quando se é para discutir quebra de paradigma, é no ambiente dos outros. Aqui, ninguém quer discutir sobre uma reforma eleitoral, por exemplo". Sobre a questão de ser evangélica, a senadora foi enfática ao negar que isso seja um problema para sua campanha. "Fernando Henrique e Lula não têm religião", afirmou.

 

A pré-candidata do PV se mostrou otimista quanto à inclusão digital no País: "Estamos aperfeiçoando os meios de representação".

 

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