Países disputam fabricação de caças para o Brasil

Pelo menos quatro países disputam com o Brasil a fabricação dos caças que vão substituir os Mirages da Força Aérea Brasileira, que deixarão de voar em 2005. Além da própria Dassault, empresa francesa que se associou à Embraer para tentar fabricar o Mirage 2000 em São Paulo, são candidatos à licitação internacional o avião sueco Grispen, os russos Mig 29 e Sukhoi, além do americano F-16. Caso a produção do Mirage 200 no Brasil não dê certo, a matriz francesa da Dassault tentará fornecer o equipamento para a FAB.Como esses caças custam entre US$ 35 milhões e US$ 40 milhões cada, os US$ 600 milhões previstos pelo plano de reequipamento da Aeronáutica não seriam suficientes para a compra dos 24 aviões desejados. Os recursos dariam apenas para cerca de 15 exemplares, número considerado insuficiente pelos militares. A preferência dos oficiais é pelo avião americano.A reestruturação da FAB não se limita à substituição dos Mirages. O plano foi inicialmente orçado em US$ 3,2 bilhões e depois reduzido para US$ 2,8 bilhões, quando o Palácio do Planalto desisitiu de comprar um substituto para o velho Boeing presidencial e substituir os jatinhos que transportam os ministros. Já está em andamento a modernização dos 47 caças F-5, que vêm recebendo novos radares, trocando os assentos ejetáveis e revisando a fuselagem. A FAB quer ainda comprar mais 20 caças F-5 usados, que passarão, na Embraer, pela mesma reforma, numa operação de US$ 300 milhões.A Aeronáutica possui ainda 54 aviões AM-X, que também estão sendo remodelados, e novas unidades poderão ser encomendadas, tudo por US$ 65 milhões. Ainda consta do plano a compra de dez aviões Hércules e a modernização dos 13 que já compõem a frota e são usados para transporte de carga pesada e tropa. O Brasil pretende ainda substituir os 12 Búffalos de transporte de carga de médio porte por outros, mais modernos, com investimento de US$ 270 milhões.Também integram o plano da FAB a compra de 99 aviões Supertucanos. O primeiro contrato, de aquisição de 76 unidades, foi assinado com a Embraer por US$ 285 milhões. A Aeronáutica reservou ainda US$ 100 milhões para comprar quatro helicóteros pesados. O programa de reequipamento também prevê a reposição de peças para todos os tipos de aviões que a FAB possui, um dos maiores problemas enfrentados pela força.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.