Países adotam quarentena contra pneumonia asiática

Os números de mortes e infecções associadas à pneumonia asiática crescem em todo o mundo, sendo a Ásia a região mais afetada pelo misterioso vírus, levando alguns governos a adotarem medidas de quarentena obrigatórias.De acordo com informação da AFP junto das autoridades de mais de 20 países afectados pela doença, já ocorreram 95 mortes e 2.706 casos de infecção (entre confirmados e suspeitos).A Síndrome Respiratória Aguda Severa (Sars, na sigla em inglês), vulgarmente designada por pneumonia asiática, é uma doença descoberta no sul da China em novembro de 2002. Os sintomas da Sars são febres superiores a 38 graus, tosse e dificuldades respiratórias.Na China, os números oficiais são de 51 mortos e 1.247 casos de infecção, desde o aparecimento da doença em novembro último no sul do país, contra 47 mortos e 1.190 casos registrados na semana anterior.Em Pequim, uma autoridade hospitalar informou, no domingo, de 19 casos registrados de pneumonia asiática, e quatro mortes, embora o site do jornal alemão Stern anuncie que a doença já matou pelo menos 15 pessoas na capital chinesa.O novo primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao, que assumiu funções há três semanas, assegurou no domingo que a China "fez tudo ao seu alcance" para controlar a epidemia.O que não impediu a vice-presidente de Taiwan, Annette Lu, de acusar a China de ter tentado abafar a gravidade da epidemia, que comparou à "terceira guerra mundial".Porém, apesar das precauções já tomadas por numerosos países, a doença continua expandindo-se e, de acordo com os últimos dados da Organização Mundial de Saúde, datados de sábado, a Sars já matou 89 pessoas, e registra 2.416 casos em 18 países.Em Hong Kong, a segunda região mais afetada, a igreja católica renunciou aos batismos, solicitou aos membros do clero que utilizem máscaras protetoras e aconselhou os fiéis a não assistirem à missa caso estejam doentes.Nos Estados Unidos, onde já foram notificados 115 casos, o presidente George W. Bush autorizou medidas de quarentena obrigatórias, enquanto na Austrália as autoridades decidiram, a partir de hoje, colocar de quarentena todas as pessoas suspeitas de estar em infectadas.A directora-geral da OMS (Organização Mundial da Saúde), Gro Harlem Brundtland, manifestou-se preocupada com a propagação da doença, mas garantiu que foram tomadas medidas rigorosas."Desde que assumi este cargo [em 1998], é a primeira vez que tenho conhecimento de uma situação em que a causa da doença não é conhecida", declarou no domingo à imprensa em Lucknow, no estado indiano de Uttar Pradesh.Entretanto, uma autoridade de um dos principais hospitais em Cantão, no sul da China, que tem tratado casos suspeitos de Sars, revelou, no domingo, que pesquisadores chineses conseguiram identificar a presença do coronavírus em amostras provenientes de doentes.Os peritos da OMS consideram o coronavírus o suspeito número um da infecção. Laboratórios de vários países isolaram um novo tipo deste vírus em numerosos casos de pneumonia asiática.A OMS aguarda agora que a China ceda as suas amostras para análise em laboratórios estrangeiros, o que já foi verbalmente autorizado pelas autoridades do país.SRASVeja o índice de notícias sobre a pneumonia atípica

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