País tem que acabar com esse 'jeitinho', diz Nardes sobre mudança na meta de superávit

Presidente do Tribunal de Contas da União condenou iniciativa do governo federal para mudar a Lei de Diretrizes Orçamentárias

Isadora Peron, O Estado de S. Paulo

12 de novembro de 2014 | 16h21

São Paulo - O presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), ministro Augusto Nardes, classificou como "improvisação" a proposta do governo de mudar a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2014 para alterar a meta de superávit. "É uma improvisação que nós gostaríamos que não acontecesse no País", afirmou nesta quarta-feira, 12, após se reunir com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL).

Nardes disse que o governo precisa zelar pela boa governança dos recursos para não ter que recorrer a artifícios para fechar as contas no final do ano. "Nós não queremos mais esse atropelo, de, por exemplo, liberar recursos somente nos últimos 30, 60 dias do ano, para o governo fazer caixa e acertar suas contas. O Brasil tem que acabar com essa improvisação, com esse jeitinho de acertar as contas."

O projeto de lei que o governo enviou na última terça ao Congresso retira o teto do limite máximo de abatimento com despesas do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e das desonerações, hoje em R$ 67 bilhões, para o governo alcançar o superávit primário.

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