País tem crise de autoridade, diz Bornhausen

O presidente do PFL, senador Jorge Bornhausen (SC), disse hoje, durante a reunião em que foi criado um fórum de oposição ao governo atual, que "não existe crise de governabilidade; existe crise de autoridade". Ele citou, como exemplo, o caso da paralisação do porto de Paranaguá, afirmando que é um grande alerta, em que os prejudicados foram tanto os agricultores quanto os caminhoneiros, portuários e exportadores, "e o Brasil, que perdeu US$ 1 bilhão". "A crise é de autoridade e, se podemos dar nome à crise, ela se chama Lula", afirmou. Ele conclamou o presidente a que "exerça efetivamente seu mandato, governe e atue". Em discurso na instalação do fórum, que reúne representantes de PFL, PDT, PMDB e PP, Bornhausen disse que houve uma seqüência de erros na economia, desde a posse de Lula, e que medidas adotadas em 2003 impediram o País de crescer. Ele qualificou de "assustador" o desemprego registrado em São Paulo para concluir: "Esse é o reflexo do governo do PT". Apesar desse tom duro, Bornhausen ponderou: "Nós não somos radicais. Não gritamos ´fora´ para ninguém", referindo-se ao fato de, no governo passado, petistas receberem o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, nos locais que visitava, com faixas de "Fora FHC". Bornhausen informou, ainda, que a questão da ética faz parte da agenda do fórum de oposição e criticou o fato de o governo, segundo ele, ter resolvido abafar a criação de uma CPI do caso Waldomiro ou dos bingos. "Isso é lamentável", afirmou. "O governo deve uma explicação".

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