País ficará com 'parte do leão' do petróleo, diz Dilma

Todos os brasileiros serão beneficiados com a riqueza gerada pelo petróleo do campo de Libra, reforçou hoje a presidente Dilma Rousseff. Ela voltou a comentar o resultado do leilão realizado no último dia 21 na edição desta terça-feira, 29, da coluna "Conversa com a Presidenta", publicada semanalmente em cerca de 200 jornais brasileiros. "o Brasil ficará com a ''parte do leão'', com 85% do petróleo retirado do fundo do mar", destacou Dilma. O consórcio que atuará em Libra conta com a Petrobra, a anglo-holandesa Shell, a francesa Total e as chinesas CNOOC e CNPC.

AYR ALISKI, Agência Estado

29 de outubro de 2013 | 11h33

A presidente disse que a riqueza do petróleo será transformada em educação e saúde de qualidade, em desenvolvimento produtivo e em empregos "da Amazônia aos Pampas". Ela disse que o Campo de Libra, sozinho, gerará cerca de R$ 1 trilhão só para o governo - entre União, Estados e municípios - nos próximos 35 anos. Desse total, mais de R$ 600 milhões irão para a saúde e a educação, salientou Dilma.

Em novembro, o governo federal já receberá R$ 15 bilhões, destacou a presidente. Esse é o valor do bônus de assinatura que as empresas pagarão para ter direito a explorar o petróleo em Libra. "O restante começa a ser pago dentro de cinco anos, e se prolongará ao longo dos próximos 35 anos", frisou.

Dilma comemorou, ainda, que ocorrerá no Brasil a construção de 59% dos equipamentos usados em Libra. Nessa conta entram plataformas, navios, barcos de apoio, sondas, válvulas, centenas de quilômetros de tubulações, entre outros. "Estão previstas de 12 a 18 plataformas só em Libra, com emprego de até 5 mil trabalhadores na construção de cada uma, durante dois anos", ressaltou na coluna de hoje. Ela advertiu, também, que serão gerados "centenas de milhares de empregos" nas indústrias que fornecerão aço, plástico, ferro, alumínio, tinta, móveis e outros componentes.

Segunda a presidente, em Libra, campo integrante do pré-sal, como já há informações sobre onde está o petróleo, a qualidade e a quantidade - ou seja, há menor risco -, foi adotado um modelo diferente dos campos explorados em regime de concessão. "Por isso, o petróleo será partilhado, ficando 25% com as empresas produtoras e 75% com os governos federal, dos Estados e para as prefeituras. Como a Petrobras fica com 40% de 25%, na verdade, ela terá 10%. Portanto, podemos dizer que nós, o Brasil, ficaremos com 85% da produção", ressaltou. Dilma defendeu que a partilha é um modelo equilibrado e justo, que garante os interesses do povo brasileiro, da Petrobras e das empresas estrangeiras.

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