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'País fica ingovernável do ponto de vista fiscal', diz Dilma sobre vetos

Petista pede adiamento da votação em reunião com o presidente do Senado, Renan Calheiros e o líder do PMDB na Casa, Eunício Oliveira 

Ricardo Brito, O Estado de S. Paulo

21 de setembro de 2015 | 22h14

Brasília - A presidente Dilma Rousseff afirmou em reunião no Palácio do Alvorada na tarde desta segunda-feira, 21, com peemedebistas que uma eventual derrubada de vetos nesta terça em sessão do Congresso comprometerá seriamente o ajuste feito pelo governo. "O País fica ingovernável do ponto de vista fiscal", disse Dilma ao presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e o líder do PMDB na Casa, Eunício Oliveira (CE).

O Palácio do Planalto deflagrou uma operação para adiar novamente a sessão dos vetos de apreciação de 32 vetos presidenciais previsto para ocorrer na terça-feira às 19 horas. A estratégia foi definida na reunião da coordenação política do governo esta manhã com a presença de Dilma, ministros e líderes governistas.

O receio é de que a derrubada dos vetos podem custar, conforme dados do próprio governo, pelo menos R$ 127,8 bilhões até 2019. No encontro com Renan e Eunício, Dilma mostrou-se preocupada com a eventual derrubada dos vetos e lhes pediu para segurar a votação. Os peemedebistas, segundo relatos obtidos pelo Broadcast Político, sinalizaram a ela que vão atuar para negociar saídas para impedir a apreciação das propostas.

A avaliação do PMDB é que há vetos que tem impacto semelhante ao esforço que o governo quer fazer para sair do déficit no Orçamento de 2016 de 0,5% do PIB para atingir um superávit de 0,7%. "Se esses vetos forem mantidos, tudo bem, se caírem, acabou o Brasil. É pauta bomba de R$ 40 bilhões e temos um rombo de R$ 30 bilhões e não conseguimos fechar", disse um peemedebista. 

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