País está 'perdido' se CPMF não for aprovada, diz Mantega

Ministro da Fazenda diz que retorna ao Brasil com 'agenda intensa para tentar convencer senadores '

NALU FERNANDES, Agencia Estado

22 de outubro de 2007 | 18h56

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou nesta segunda-feira, 22, que retorna ao Brasil do Encontro Anual do FMI, em Washington, com "agenda intensa para tentar convencer os senadores" a aprovarem a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF). "Estamos perdidos", desabafou Mantega ao ser indagado sobre a possibilidade de o Senado não aprovar a prorrogação do tributo.  Veja também: Entenda o 'imposto do imposto' e veja gráfico  Aprovação da CPMF é questão estratégica para o País, diz Dilma O ministro vê oportunidade de negociação com a oposição e acredita que é possível chegar a um entendimento no Congresso. "Vou demonstrar a necessidade de aprovar (o tributo) tal qual foi apresentado ao Senado, com alíquota de 0,38%". O ministro afirma que não se pode alterar a alíquota agora. Uma mudança faria a matéria voltar à Câmara, argumenta. "Isto inviabilizaria a possibilidade de prorrogação. Estamos com tempo totalmente estourado, mal dá para aprovar no Senado", afirma.No entanto, Mantega reitera a possibilidade de conceder uma "flexibilização" tributária que poderia ser "aplicada na própria CPMF ou em outros tributos, equivalente a uma redução da CPMF". "Estou aberto ao diálogo, quero negociar. O consenso é possível de ser alcançado", acrescentou. O ministro não disse se o governo teria um plano B no caso de não aprovação da CPMF.  Questão estratégica  Mais cedo, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, disse  que a não-aprovação da CPMF vai significar um grande problema para o processo virtuoso que o País vive. "A aprovação da CPMF é questão estratégica para o País", disse.    A ministra não acredita que a oposição não vá aprovar a emenda em tramitação no Congresso. "Principalmente a oposição responsável que existe no Brasil, que não pode alegar que não tem experiência porque governou o País até 2002 e sabe perfeitamente que não pode fazer isso. Nós temos que ser um governo melhor que a atual oposição foi e a oposição tem que ser melhor do que fomos", disse em entrevista, em Washington. A questão, segundo ela, não pode comprometer o orçamento

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