País aparece em 13º na lista de assassinato de jornalistas

O Brasil está entre os 14 países onde mais se assassinaram jornalistas na última década, em represália ao exercício da profissão, segundo a organização americana Committee to Protect Journalists (CPJ).O País passou, neste ano, a integrar também o ranking de impunidade em casos de assassinatos de jornalistas, lista liderada pelo Iraque."Jornalistas cobrindo crimes, corrupção e políticas locais têm sofrido grandes consequências", diz o relatório da CPJ. No ranking, o Brasil ocupa a 13ª posição, acima da Índia, que aparece em 14º lugar. Para chegar ao índice de impunidade de cada país, a CPJ considera o número de casos de homicídios de jornalistas que não foram punidos por cada grupo de 1 milhão de habitantes. A entidade só considera casos em que os assassinatos tenham sido motivados por questões relacionadas ao exercício profissional, como investigação e publicação de denúncias.A maior parte dos países que compõem o ranking da CPJ é de nações envolvidas em longas guerras civis. Iraque, Serra Leoa e Somália são os três líderes de assassinatos não solucionados de jornalistas, seguidos por Siri Lanka, Colômbia e Filipinas. O Afeganistão é o 7º país na lista da organização. Nepal, Rússia e Paquistão aparecem na sequência. O México é o 11º, seguido por Bangladesh e pelo Brasil.Os assassinatos de jornalistas que trabalham na investigação e denúncia de problemas sociais estão entre as preocupações de cerca de 500 participantes do Fórum Global sobre Liberdade de Expressão, em Oslo, na Noruega, que termina sexta-feira.A repórter viajou a convite do International Freedom Expression Exchange (IFEX)

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