País ainda tem 13% de analfabetos

A população brasileira apresentou melhoria no quesito educação durante a década de 90. Apesar disso, a proporção de analfabetos no País com 10 anos ou mais ainda é alta, um percentual de 12,8% em 2000. Ou seja, são 17,6 milhões de analfabetos em uma população de 136.881.115 com 10 anos ou mais. No início da década, a proporção era de 19,7%. Estes dados também fazem parte da pesquisa "Resultados do Universo" do Censo Demográfico 2000, produzida pelo IBGE. ?O universo de 17,6 milhões de pessoas com 10 anos ou mais de idade não-alfabetizadas representa, ainda, uma das maiores taxas de analfabetismo da América Latina?, salienta o documento.Há, assim, 120 milhões de brasileiros atualmente que se consideraram sabendo ler ou escrever pelo menos um bilhete simples. O crescimento foi igual na comparação entre homens e mulheres, mantendo-se a diferença verificada em 1991, com as mulheres apresentando uma taxa ligeiramente superior a dos homens (87,5% e 86,9%, respectivamente). Comparando-se com os resultados de 1991, verifica-se que o aumento mais significativo ocorreu na zona rural. A taxa nessas áreas passou de 59,9% para 72,4%, representando um acréscimo na proporção de alfabetizados de 12,5 pontos percentuais, bem superior ao crescimento nacional, que foi de 7 pontos percentuais.O Sul continuou liderando com a mais alta proporção de pessoas alfabetizadas -93% em 2000 - enquanto o Nordeste apresentou o pior desempenho: 75,4%. ?Apesar dos avanços significativos ocorridos no Norte e Nordeste no período analisado, diminuindo as diferenças regionais, os maiores índices de alfabetização encontram-se no Sul e Sudeste. Além disso, existe um número expressivo de pessoas não-alfabetizadas vivendo nas periferias das grandes cidades?, ressalta o documento do IBGE.Leia mais sobre o "Resultado do Universo" do Censo Demográfico 2000

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.