País adotará medidas para acolher mais refugiados, diz Barreto

Brasil acolhe atualmente 4.311 refugiados, cifra considerada insignificante frente a outros países

Vannildo Mendes, de O Estado de S.Paulo,

11 de novembro de 2010 | 13h14

BRASÍLIA - O ministro da Justiça, Luiz Paulo Barreto, informou há pouco que o governo brasileiro está adotando uma série de medidas para ampliar a concessão de refúgio a pessoas perseguidas nas diversas partes do mundo, no Brasil e nas Américas. "O Brasil tem condições de receber (refugiados) e até estimular outros países a praticar esse tipo de solidariedade internacional", destacou Barreto. Ele deu a declaração em entrevista após abrir a 'Reunião Internacional sobre Proteção de Refugiados, Apátridas e Movimentos Migratórios Mistos nas Américas', que está sendo realizada nesta quinta-feira, 11, em Brasília. A abertura do encontro teve a participação do diretor da Divisão de Proteção Internacional do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR), Volker Turk.

 

O Brasil acolhe atualmente 4.311 refugiados, um número considerado insignificante frente à solidariedade de outros países. O Equador, por exemplo, acolhe em seu território 500 mil colombianos, que migraram em consequência da guerra civil contra as Farc. Entre os refugiados que estão no Brasil, 1.686 (39,15%) são da Angola, em segundo lugar vem a Colômbia, com 592 (13,73%), depois vem a República do Congo (431), Libéria (258), Iraque (201) e Cuba (133). "O Brasil tem refugiados de 76 nacionalidades. Isso acontece porque temos uma cultura de convivência harmônica e ampla liberdade", disse.

 

Segundo o ministro, no Brasil qualquer pessoa pode professar sua fé, praticar seus costumes, sem sofrer constrangimentos. Ele disse também que a "atitude generosa" adotada pelo Brasil atualmente é uma forma de retribuição, pois no passado precisou da solidariedade internacional, quando milhares de brasileiros saíram do País para fugir do regime militar. "Há 45 anos, houve uma grande migração de brasileiros em busca de refúgio, que foram acolhidos em vários países do mundo. Agora estamos devolvendo a solidariedade", disse.

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