Paim revela receita dos aliados para aprovação do mínimo

Sem citar nomes, o vice-presidente do Senado, Paulo Paim (PT-RS), criticou hoje da tribuna, o argumento que disse ter ouvido de líderes da bancada governista a respeito da aprovação do salário mínimo de R$ 260,00 no Congresso. Paim afirmou terem eles declarado, numa reunião fechada, que a equipe econômica não deveria se preocupar com a reação negativa dos parlamentares ?porque é só dar uns cargos e liberar recursos que passa qualquer salário mínimo?. Para o senador, a afirmação foi ?leviana? e não impedirá que pelo menos 53 dos 81 senadores votem contra a medida provisória do mínimo. Segundo ele, o número de senadores petistas contrário à proposta aumentou de três para cinco, como ficou clara na reunião convocada pela líder do bloco gover nista, Ideli Salvatti (PT-SC) pela manhã. ?Alerto aos companheiros deputados que a bancada não fechou questão, como estão dizendo na Câmara?, afirmou. O senador lamentou que o governo não tenha aberto espaço para negociação, como fez o presidente Fernando Henrique Cardoso no governo passado. Ele se declarou ?surpreso? pela iniciativa do governo em negar um salário maior para o mínimo, mas ao mesmo tempo endossar um acordo que resultou no desconto de R$ 27,50 na tabela do Imposto de Renda para quem ganha acima de R$ 2.015.

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