Paim propõe diálogo com Senado para evitar mais derrotas

O senador Paulo Paim (PT-RS) avaliou que o governo continuará perdendo votações no Senado, se não estabelecer um processo de "muito diálogo" com os parlamentares da Casa. Na Câmara, relacionou Paim, o governo encaminha os projetos e os deputados votam conforme a orientação do Palácio do Planalto. "No Senado, não", advertiu, concluindo que não adianta tentar impor posições aos senadores. Para Paim, o comportamento dos senadores é uma decorrência de sua longa experiência parlamentar. "A maioria no Senado tem duas décadas de vida pública", constatou. "Isso exige mais debate, negociação e entendimento", reforçou o senador, que foi um dos votos do PT contra o governo e a favor do salário mínimo de R$ 275,00. Paim recebeu um telefonema do presidente nacional do PT, José Genoino, uma hora e meia antes da votação. O senador disse ter sugerido a ele um apelo para adiar a votação. "O governo tem que reconhecer que foi um erro de avaliação política e econômica", analisou.Para sair do impasse, Paim enxerga duas possibilidades. O governo poderia concordar com o salário mínimo de R$ 275,00 e, ao mesmo tempo, propor uma política definitiva para a remuneração. O senador sugere o reajuste pela inflação mais o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB). Outra opção seria vetar os R$ 275,00 e negociar um novo valor. Para o senador, os deputados vão ter dificuldades em justificar uma eventual redução de R$ 15,00 no salário mínimo, para chegar aos R$ 260,00 buscados pelo governo. O senador não acredita em possíveis punições do PT. "Não há como o partido punir pessoas que são coerentes com sua caminhada", afirmou.

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