Paim nega ligação com pressão sobre ex-diretor da Lotergs

O vice-presidente do Senado, Paulo Paim (PT-RS), disse hoje a jornalistas que não tem nenhuma ligação com as pressões que teriam sido feitas pela direção da campanha do PT no Rio Grande do Sul em 2002. O ex-diretor-geral da Loteria do Estado do Rio Grande do Sul (Lotergs) José Vicente Brizola denuncia em entrevista à revista Veja pressões do comando de campanha a governador para arrecadação de recursos junto a proprietários de casas de bingo e caça-níqueis no Estado. Paim ressaltou que só é citado na reportagem como integrante da chapa majoritária em que foi candidato a senador. "Vejo isso com tranqüilidade pois fiz uma campanha pobre e tenho certeza que o ministro da Educação, Tarso Genro, não teve nenhuma relação com este tipo de atitude", disse o senador. "Sou contra esta prática porque entendo que dinheiro ilegal não deve ser sustentáculo de campanha", salientou. O senador disse que a Polícia Federal e o Ministério Público devem investigar, caso tenha havido dinheiro do jogo do bicho. O senador chegou a apoiar a CPI do Bingo, proposta pelo senador Magno Malta (PL-ES). "Situação e oposição entendem que pode ser instalada a CPI, então tudo deve ser investigado, inclusive o caso Waldomiro Diniz", reconheceu. "Se os bingos estão numa guerra contra o governo, então uma CPI é oportuna", disse ele, referindo-se à suposição do governo de que as denúncias teriam relação com a intenção do governo de estatizar a atividade.

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