Pai do fazendeiro Adriano Chafik diz desconhecer seu paradeiro

O pai do fazendeiro Adriano Chafik Luedy, suspeito de ser o mandante e de ter participado do assassinato de cinco integrantes do Movimento dos Sem-Terra, em Felisburgo (MG), disse nesta sexta que não tinha informações sobre o paradeiro do filho, cuja prisão temporária foi decretada pela Justiça.Antônio Torres Luedy, que mora em Salvador (BA), afirmou que o grupo armado que no último sábado esteve na Fazenda Nova Alegria era formado por "seguranças". De acordo com sua versão, o grupo se deslocou até o acampamento Terra Prometida porque os sem-terra estavam ampliando a área invadida, queimando pastos, matando o gado, roubando e vendendo madeira de lei. "Eles são irresponsáveis. Então, o resultado foi esse: os seguranças foram lá conversar e eles tentaram agredir com armas e houve o confronto. Para não morrer tem que matar, né? É a lei da sobrevivência. Foi isso que aconteceu, nada mais", disse Antônio Luedy ao Estado, por telefone.Chafik, segundo ele, não participou a ação, conforme denunciaram os sem-terra. O pai de Chafik garantiu que a Fazenda Nova Alegria é produtiva e não poderia, "em hipótese alguma", ser desapropriada para fins de reforma agrária. O fazendeiro disputa na Justiça com o Estado a posse de uma área de cerca de 600 hectares da propriedade.Até o momento, seis pessoas já foram presas como suspeitas de participar da chacina. Três supostos pistoleiros foram presos em flagrante e estão na penitenciária Nelson Hungria, em contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte. Outros três homens presos na Bahia, foram levados para a cadeia pública de Montes Claros e deverão prestar depoimento na próxima segunda-feira.

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