Pai de rapaz assassinado acampa em frente ao MP

O empresário Carlos Terra acampou hoje pela manhã em frente à sede do Ministério Público da Bahia, no centro de Salvador, para pressionar o órgão a apressar o desfecho do caso do assassinato do seu filho, Lucas Vargas Terra, de 14 anos. O rapaz fazia o curso de pastor num dos templos da seita Igreja Universal do Reino de Deus e há sete meses foi morto e teve o corpo semi-carbonizado. De acordo com o inquérito concluído pela 3ª Delegacia de Salvador, o autor é o pastor Silvio Roberto Galiza que está livre.Como não foi flagrado cometendo o crime, o acusado só pode ser preso e julgado se for denunciado à Justiça pelo Ministério Público. "Quero ser a primeira pessoa a saber que o criminoso foi preso", disse Carlos Terra, indignado com o fato de depois de sete meses ninguém ter sido punido por um crime tão bárbaro. No dia 21 de março, Lucas, que fazia o curso no templo da Universal situado no Bairro de Nordeste, foi levado por Galiza para um outro templo, no Bairro do Rio Vermelho. Deste local, o rapaz ligou para a família, informando onde estava, por quem foi levado e que voltaria para casa tarde. Ele nunca mais voltou.Seu corpo foi encontrado parcialmente queimado numa vala da Avenida Vasco da Gama, próximo ao templo da seita. Após uma longa e tumultuada investigação o delegado Carlos Alberto da Costa concluiu pelo envolvimento do pastor apesar dele negar a acusação. O que mais chocou a família do rapaz é que ele foi queimado vivo. "Pelo laudo do Instituto Médico Legal de Salvador meu filho ainda respirava quando foi carbonizado", disse o pai da vítima, disposto a ficar em frente à sede do MP baiano até a resolução do caso.

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