Pai de novo juiz de penas do mensalão nega viés político

Membro da executiva do PSDB no Distrito Federal, Raimundo Ribeiro disse que não vê interferência política entre sua atuação e a de seu filho

RICARDO DELLA COLETTA E ANDREZA MATAIS, Agência Estado

24 de novembro de 2013 | 17h45

O ex-deputado distrital e membro da executiva do PSDB no Distrito Federal, Raimundo Ribeiro, afirmou no domingo que não vê interferência política entre sua atuação e a de seu filho, o juiz Bruno André Silva Ribeiro, que substituiu o titular da Vara de Execuções Penais (VEP) Ademar de Vasconcelos na execução das penas dos condenados no processo do mensalão. "Cada um tem a sua atuação e a gente conhece bem as regras que devem ser cumpridas", afirmou. A troca foi consumada neste domingo, 24.

Uma das primeiras medidas de Bruno Ribeiro foi criar restrições para a prisão domiciliar temporária do petista José Genoino, além de proibi-lo de dar entrevista. 

No sábado, o Estado revelou que o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, estava descontente com a atuação de Vasconcelos com os réus do mensalão. O ministro não escondeu a insatisfação com o titular da VEP desde o início. Ele atribuiu ao juiz do DF a responsabilidade pela demora na concessão de prisão domiciliar a Genoino. De acordo com a assessoria do STF, Ademar de Vasconcelos teria dito que o estado de saúde do ex-deputado era bom. Horas depois, Genoino sentiu-se mal e foi transferido para o hospital.

Raimundo Ribeiro disse também que o filho recebeu um telefonema na manhã do domingo e saiu de casa antes do almoço de família. O pai disse, no entanto, não saber o teor do telefonema e tampouco se o filho havia sido chamado para assumir a responsabilidade pela execução penal no processo do mensalão. Ele justificou que não fala sobre trabalho com o filho nos encontros familiares semanais.

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