Pai de Dinho, do Mamonas Assassinas, vai processar Feliciano

Hildebrando Alves pretende ir a Brasília para entrar com processo por danos morais em razão de declarações feitas pelo deputado de que os músicos morreram por 'afrontar' Deus

Isadora Peron, de O Estado de S.Paulo - Texto atualizado às 19h20

15 Abril 2013 | 13h46

O pai do vocalista dos Mamonas Assassinas, Hildebrando Alves, disse que vai entrar na Justiça contra o deputado e pastor Marco Feliciano (PSC-SP) por danos morais. Feliciano foi eleito em março para a presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias na Câmara e, desde então, vem sofrendo pressão para deixar o cargo devido a declarações polêmicas consideradas racistas e homofóbicas.

Em um vídeo tornado público no YouTube, na semana passada, Feliciano afirma durante um culto em 2005, na cidade de Camboriú (SC), que sabia o que havia causado o acidente de avião na Serra da Cantareira, em 1996, que matou todos os integrantes da banda. “O avião estava no céu, região do ministro do juízo de Deus. Lá na Serra da Cantareira, ao invés de virar para um lado, o manche tocou pra outro. Um anjo pôs o dedo no manche e Deus fulminou aqueles que tentaram colocar palavras torpes na boca das nossas crianças”, disse o pastor.

Fatalidade. “Ele (Marco Feliciano) é louco. Deus não mata ninguém, Deus é amor. O acidente que aconteceu foi uma fatalidade, eles viajavam muito de avião”, disse Alves, ao jornal Diário de Guarulhos.

Ao Estado, o pai de Dinho afirmou nesta segunda-feira, 15, que vai a Brasília esta semana, acompanhado de seu advogado, para entrar com um processo na Justiça do Distrito Federal. Na esfera criminal, Feliciano possui foro privilegiado por ser deputado. Alves também negou que Dinho fosse evangélico, como afirmou Feliciano no mesmo vídeo. Segundo o pai do cantor, a mãe de Dinho é evangélica, ele é católico e o vocalista não frequentava nenhuma igreja, apesar de ser uma pessoa religiosa. “Ele (Dinho) rezava todos os dias.”

No mesmo culto de 2005, além das declarações sobre os Mamonas, Feliciano critica John Lennon. Para o deputado, também foi Deus quem matou o ex-Beatle, morto a tiros em 1980.

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