Pagot: Valdemar visitava Dnit como qualquer deputado

Durante audiência pública na Câmara dos Deputados, o diretor-geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Luiz Antonio Pagot, negou qualquer interferência do deputado Valdemar da Costa Neto (SP), presidente de honra do PR, nas ações do órgão. Em relação às acusações de que o Dnit era fonte de recursos para campanhas do PR, Pagot afirmou que o órgão "não é instrumento de arrecadação partidária".

ANDREA JUBÉ VIANNA, Agência Estado

13 de julho de 2011 | 13h48

Segundo o diretor-geral do Dnit, Costa Neto não visita o órgão com maior ou menor frequência que outros parlamentares que o procuram para pedir informações sobre o andamento de obras em seus Estados. "Ele (Valdemar) marca as audiências como qualquer outro deputado, não vai (ao Dnit) nem mais nem menos que qualquer outro da bancada, nunca fez nenhuma exigência descabida", afirmou, defendendo o fundador da sigla.

Reportagem da revista Veja que motivou o pedido de demissão do ex-ministro dos Transportes Alfredo Nascimento e envolveu Pagot no esquema de corrupção na pasta relata que Valdemar - que figura como réu no processo do mensalão no Supremo Tribunal Federal (STF) - era assíduo no Dnit, órgão apontado como "feudo do PR". Segundo a revista, Valdemar chegava a "despachar" de uma sala no órgão.

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