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Paes diz que terá bom relacionamento com qualquer presidente

Prefeito do Rio de Janeiro ainda lembrou que Dilma foi eleita até 2018

Luciana Nunes Leal, O Estado de S.Paulo

30 de março de 2016 | 12h17

Rio de Janeiro - No dia seguinte do rompimento do PMDB com o governo,  o prefeito Eduardo Paes disse que manterá um bom relacionamento com o presidente da República,  "seja quem for". Paes afirmou que a presidente Dilma Rousseff "foi eleita até 2018" e não quis analisar o cenário nacional. "Não ajuda em nada", justificou. 

"Não há santo que me faça deixar de dialogar com qualquer governo,  seja da presidente Dilma,  seja de quem for. Aliás,  é o conselho que dou todo dia ao Pedro Paulo (candidato do PMDB à sucessão de Paes): independentemente de quem for o presidente, 

se dê bem. Deve ser a presidente Dilma,  ela está aí,  foi eleita até 2018. Prefeito não tem que ser situação nem oposição.  Prefeito é prefeito", disse. 

Paes afirmou que,  sempre que necessário,  continuará a tratar dos temas do Rio com Dilma, "como sempre". "Não estou em corrente nenhuma.  Respeito a decisão do partido,  mas sou prefeito. A cidade tem 6,5 milhões de habitantes,  toda complexidade do mundo,  uma Olimpíada para fazer", declarou o prefeito em entrevista,  depois de inaugurar uma Clínica da Família na zona oeste. 

Embora faça parte do diretório nacional do PMDB, Paes não foi à reunião que aprovou o rompimento.  Já Pedro Paulo,  secretário municipal de Coordenação de Governo e principal auxiliar do prefeito, esteve em Brasília,  ao lado do presidente do PMDB, Jorge Picciani, que defende o rompimento por considerar que Dilma "não tem condições de criar consenso mínimo" para enfrentar a crise nacional. Nos bastidores, Paes e seus principais secretários dizem que a paralisia do País afasta ainda mais o governo federal da organização da Olimpíada, que acontece em agosto. Eles lembram, porém,  que mesmo antes de a crise se aprofundar,  a interlocução com ministros era irregular e pouco produtiva.  O prefeito optou por pagar com recursos municipais gastos que cabem à União e cobrar ressarcimento aos poucos.  Questionado sobre a indefinição em ministérios importantes para a Olimpíada,  como Esportes e Casa Civil,  um auxiliar de Paes comentou: "quando tinha ministro não era muito diferente".

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