Padrinhos são destaque em horário eleitoral na TV

Os padrinhos políticos ganharam destaque na TV no primeiro programa do horário eleitoral dos principais candidatos a prefeito de São Paulo. Enquanto o petista Fernando Haddad apareceu ao lado do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o peemedebista Gabriel Chalita exibiu o depoimento do vice-presidente da República, Michel Temer. Já o tucano José Serra não apresentou padrinho, mas, além de mostrar o currículo e as realizações como prefeito e governador, não escondeu sua relação com o atual prefeito Gilberto Kassab (PSD) - atualmente com notas baixas nas avaliações de prefeitos de capitais.

DAIENE CARDOSO, Agência Estado

22 de agosto de 2012 | 15h10

O programa de Haddad seguiu o modelo de uma conhecida propaganda de uma rede de telefonia celular, na qual o candidato caminhava pelos principais pontos da cidade, percorria bairros da periferia e dizia que a vida do cidadão paulistano melhorou dentro de suas casas graças aos governos Lula e Dilma. Apresentando-se como "O homem novo para um tempo novo", o petista colocou a falta de tempo como o principal problema da cidade. "Todos nós queremos um tempo novo para São Paulo", afirmou. Em um discurso voltado contra o adversário tucano, Haddad disse que "São Paulo não quer um prefeito de meio mandato".

Ao lado de Lula, o petista apareceu no Parque da Independência, local onde o País "viu nascer a liberdade". Lula repetiu a comparação de Haddad com Dilma Rousseff, que venceu a eleição presidencial de 2010 mesmo sendo inicialmente desconhecida e garantiu que os paulistanos terão "o melhor prefeito de São Paulo". O marqueteiro João Santana também usou imagens do lançamento da candidatura de Haddad, mostrando o petista ao lado da família. "Nós somos o novo e vamos fazer São Paulo mudar", discursou Haddad.

Chalita apresentou no primeiro programa seu currículo e mostrou o depoimento da sua mãe falando que o filho "sempre lutou por seus sonhos". Coube a Michel Temer, presidente licenciado do PMDB, defender a candidatura de Chalita. "Um jovem capaz, experiente, com novas ideias e com muita vontade de trabalhar", disse. O programa o identificou como o político que se destacou "em todos os cargos que ocupou" e que "nunca enfrentou uma greve de professores" quando foi secretário da Educação do tucano Geraldo Alckmin. O candidato criticou a disputa entre PT e PSDB no Estado e se colocou como o único capaz de trabalhar em conjunto com os governos estadual e federal. "Enquanto um partido tenta ganhar do outro, quem perde é você", afirmou.

Um dos últimos a se apresentar foi José Serra, que aproveitou para ressaltar suas obras como prefeito e governador. "Quem fez tanto por São Paulo merece ser prefeito", disse o locutor. Ao explicar a candidatura à Prefeitura, Serra lembrou sua trajetória política, contou que já disputou a Presidência da República duas vezes e que sempre foi bem votado em São Paulo. "Tenho uma dívida de gratidão para com os paulistanos", justificou. "Quero ser prefeito para comandar esse novo ciclo de desenvolvimento da nossa cidade", emendou. O programa ainda mostrou imagens de Serra ao lado de Kassab e de Alckmin, o qual, segundo Serra, será seu parceiro caso seja eleito prefeito. "O importante não é ser o novo, é ter ideias novas", acrescentou o locutor.

Origem

Já o pedetista Paulo Pereira da Silva usou o primeiro programa para falar de infância pobre. "Só comia macarrão no Natal", lembrou. O líder sindical foi identificado como "o trabalhador rural" que chegou ao cargo de deputado federal lutando pelos direitos dos trabalhadores.

Celso Russomanno (PRB) preferiu agradecer o apoio do eleitorado nas primeiras semanas de campanha eleitoral. "A sua intenção de voto tem me colocado à frente das pesquisas", disse. Ele também trouxe em seu primeiro programa o vice Luiz Flávio D''Urso, que contou uma fábula de um sábio que deveria adivinhar se um pássaro estava vivo ou morto. "O destino está sempre na nossa mão", filosofou o vice de Russomanno.

Soninha Francine, do PPS, apareceu na TV percorrendo as ruas da cidade de bicicleta e declarando-se apaixonada por São Paulo. "Não quero que ninguém viva mal aqui", disse a candidata, que foi apresentada por suas filhas no programa. Pelo PSTU, Ana Luíza atacou as alianças políticas de seus adversários e a gestão Kassab. "Estão todos envolvidos em escândalos", enfatizou.

José Maria Eymael (PSDC) prometeu criar a universidade municipal se for eleito e Carlos Giannazi (PSOL) destacou a educação como sua principal bandeira. Miguel Manso (PPL) aproveitou para apresentar seu partido e Anaí Caproni (PCO) acusou as empresas que atuam nas áreas de educação, saúde e transporte de enriquecimento. Levy Fidelix (PRTB) reclamou que os adversários copiam seus projetos, em especial o Aerotrem.

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