Padre pode ter morrido de aneurisma em vôo

O padre nicaragüense William González Carballo pode ter morrido de aneurisma durante o vôo da Vasp na quinta-feira passada. A hipótese foi levantada por seu irmão, o também religioso Reynaldo González Carballo, baseado em relatos de um padre que celebrou missa com William, no dia anterior à viagem de São Luiz para Brasília. Segundo Reynaldo, o padre observou que William estava com a testa avermelhada. E em uma conversa, soube que ele também tinha dores de cabeça, mas que não havia conseguido ir ao médico. A versão contada por Reynaldo, enquanto tomava as últimas providências para o embarque do corpo do irmão para Nicarágua pela empresa Varig, pode confirmar as suspeitas da Polícia Federal de que a morte tenha sido natural. O delegado encarregado do caso, Adauton de Almeida Martins, revelou que um médico do Instituto Médico Legal comentou que o padre pode ter sido vítima de alguma doença que ele mesmo desconhecesse ou até já a conhecesse. "Ele faleceu durante o vôo, mas não foi provocado por estrangulamento ou asfixia", garantiu o delegado, lembrando que uma das linhas de investigação considerava a possibilidade de um tripulante ou passageiro ter cometido excessos quando ajudava a imobilizar o padre depois de ele ter tentado por duas vezes invadir a cabine do piloto e abrir a porta do avião. O eventual uso de drogas também está praticamente descartado. "Não encontramos nada, nem mesmo em suas roupas", afirmou o delegado. Ele disse que, segundo relato do passageiro sentado à frente do padre, William apertava a cadeira e tossia muito. O padre não teria aberto a boca - a não ser para pedir uísque, durante o vôo. Nem mesmo quando foi agarrado por tripulantes e passageiros, William fez qualquer comentário.

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