Padre é acusado de ter amante e 2 filhos no MT

O padre Braz Emílio Modaelli foi afastado de suas funções em Sinop, cidade localizada a 470 quilômetros de Cuiabá, no norte do Mato Grosso, acusado de ter uma amante, com quem teria dois filhos. A decisão de afastá-lo é do bispo da diocese da região, d. Gentil Delazari, para quem a Igreja tem "leis a guardar". Transferido para a cidade de Colíder, o padre ficará afastado seis meses da Paróquia São Camilo para fazer "reflexão". Braz, que é padre diocesano, não foi encontrado para falar sobre o assunto.Segundo d. Gentil, a decisão de afastar o padre da paróquia foi tomada para preservá-lo. Durante o afastamento, o padre deve celebrar missas, casamentos ou fazer batizados. A decisão de expulsá-lo ou não da Igreja só deve ocorrer em outubro. Nos últimos anos, este é o primeiro caso em MT que ocorre em meio a uma crise na Igreja Católica, cujos escândalos acirram discussão sobre o celibato imposto aos padres. Denúncias semelhantes já ocorreram em Franca, interior de São Paulo, Pernambuco e Santa Catarina.A notícia do romance do padre com uma paranaense que não mora na cidade surpreendeu os moradores de Sinop. O bispo emérito de Sinop, d. Henrique Fröehlich, informou ao jornal Diário de Cuiabá que o padre não podia ter esse tipo de relacionamento uma vez que optou pelo voto de castidade. "Ninguém o forçou a nada", disse d. Henrique ao jornal.

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