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Padre acusa polícia de formar patrulha rural em Minas

O padre Geraldo D?Abadia Pires Machado usou o sermão da missa dominical, na igreja Nossa Senhora da Conceição, em Unaí, Minas Gerais, para criticar a Polícia Militar por ter aceitado financiamento de fazendeiros para formar uma patrulha rural. ?Isso eu não posso aceitar porque o dinheiro determina a forma de agir da polícia?, disse o padre, que afirmou ter ouvido comentários de que na região há a prática de trabalho escravo, ao contrário do que diz o governador Aécio Neves (PSDB). Mas o padre ressaltou nunca ter visto pessoalmente trabalhadores nesta situação.Filho de trabalhadores rurais e nascido em Unaí, Geraldo D?Abadia rezou a missa praticamente para a elite da cidade, formada na maioria por fazendeiros. Ele evitou, no entanto, tratar diretamente da morte dos três auditores fiscais e o motorista do Ministério do Trabalho, preferindo um curto comentário: ?Há alguma coisa escondida. Ninguém mata de graça?.Ele disse que na região de Unaí ainda existem fatos que comprovam a situação de trabalho degradante a que algumas pessoas são submetidas. ?Ainda existe muita humilhação ao trabalhador. Como filho de trabalhador eu vejo isso?, afirmou. O padre contou que uma freira ligada à Comissão Pastoral da Terra já foi ameaçada de morte por fazendeiros. ?O povo tem medo de comentar o que está acontecendo?, afirmou o padre, que mora em São Paulo.

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