Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão

Padilha defende que secretaria seja extinta após conclusão de distribuição de cargos e emendas

Ministro da Aviação Civil, que desde abril ajuda Temer na articulação política, diz que Secretaria de Relações Institucionais deveria ser extinta e que suas demandas poderiam ser dividas entre os ministérios do Planejamento e da Casa Civil

Isadora Peron e Carla Araújo, O Estado de S. Paulo

25 de agosto de 2015 | 14h53

BRASÍLIA - O ministro de Aviação Civil, Eliseu Padilha, afirmou nesta terça-feira, 25, que vai se dedicar a finalizar a distribuição de cargos e dos restos a pagar das emendas parlamentares até fim de setembro e defendeu que, após a conclusão dessa etapa, a Secretaria de Relações Institucionais (SRI) poderia até mesmo ser extinta.

Padilha, que desde abril ajuda o vice-presidente da República, Michel Temer, na articulação política, afirmou que a partir do dia 1º de setembro vai voltar a dar expediente na Aviação Civil durante a manhã e a se dedicar no período da tarde a resolver essas pendências. "A partir de primeiro de setembro, meu expediente de manhã é na Aviação Civil e à tarde eu vou cuidar do que remanesce na SRI", disse o ministro, que participou, junto com Temer, de reunião com líderes da base na Câmara.

Concluído esse trabalho, o ministro afirmou ter "dúvida da necessidade" de manter a estrutura da SRI, uma vez que essas demandas poderiam ser dividas entre os ministros do Planejamento e da Casa Civil.

Para o peemedebista, como a partir de agora as emendas são impositivas não haverá mais a negociação para liberar esses recursos e isso poderia ser feito pelo ministro do Planejamento, Nelson Barbosa.

Já a questão da distribuição dos cargos, segundo ele, estaria resolvida até o próximo mandato e a Casa Civil poderia se encarregar de fazer mudanças pontuais durante os próximos anos.

Padilha defendeu ainda a decisão de Temer de deixar o varejo da articulação política e afirmou que o vice é a "pessoa ideal" para cuidar dos temas de grande importância que dizem respeito ao governo.

Ao deixar a reunião, o líder do governo na Câmara dos Deputados, José Guimarães (PT-CE), afirmou que, além das pautas da semana, os líderes conversaram com o vice-presidente sobre a crise mundial e sobre a "o compromisso que os lideres têm de responsabilidade fiscal com o País". "Há toda uma discussão para nós evitarmos de votar matérias que contribuam ou sinalizem algum gesto fraco em direção ao equilíbrio das contas públicas", disse.

Segundo Guimarães, a relação de Temer com os líderes está bem "afinada". Ele destacou que é preciso concluir o ajuste e trabalhar matérias positivas para o País. "(é importante) Não enveredarmos para os caminhos daquelas PECs ou matérias que impactam fortemente o Orçamento da União, dos Estados e dos municípios", disse.

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