Padilha repudia ameaças na briga por espaço no Planalto

O Planalto reagiu à manobra do PMDB de formar um megabloco na Câmara dos Deputados com outros partidos aliados para garantir sua influência no futuro governo de Dilma Rousseff e ter o controle do Legislativo. "Se alguém pensa que com ameaças vai conquistar seus interesses, vai perder", disse o ministro de Relações Institucionais, Alexandre Padilha.

LEONÊNCIO NOSSA, Agência Estado

17 de novembro de 2010 | 18h00

Em entrevista concedida após reunião do Conselho Político, no Palácio do Planalto, Padilha disse que a decisão de escolher os novos nomes para as mesas da Câmara e do Senado, por exemplo, será definida por todos os partidos aliados. "Não é um nem serão dois partidos que vão definir a composição das mesas da Câmara e do Senado", disse. "Não sei se existe ''blocão''. O que sei é que as negociações vão ser feitas por todos os partidos de coalizão do governo."

Padilha relatou, ainda, que na reunião do conselho, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a dizer que Dilma é quem escolherá seus ministros, minimizando as pressões do PMDB por cargos. "Nenhum partido é dono de ministério. As pessoas tem que ter calma em relação à composição do governo. Quem pretende ser ministro tem de ter muita calma", disse Padilha. "Quem for apressado, come cru", declarou.

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