Padilha: oposição usa violação de sigilo 'como palanque'

O ministro de Relações Institucionais, Alexandre Padilha, voltou a acusar o PSDB de transformar em "palanque eleitoral" o episódio da violação do sigilo fiscal de dirigentes do partido e de criar "factoides" em torno das investigações conduzidas pela Receita Federal. "Eles não conseguem fazer palanques nos Estados, ficam criando palanques fictícios", criticou Padilha, em alusão à debandada de aliados da oposição para a campanha presidencial da candidata do PT, Dilma Rousseff, diante da escalada dela nas pesquisas. O ministro fez as declarações ao deixar hoje o Congresso, onde acompanhou o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, na entrega do projeto de Lei Orçamentária para 2011.

ANDREA JUBÉ VIANNA, Agência Estado

31 de agosto de 2010 | 13h25

Padilha afirmou, ainda, que a Receita Federal vai cumprir todos os procedimentos relativos à investigação da denúncia de ampla violação de sigilos fiscais, que atingiu pessoas ligadas ao alto comando do PSDB, bem como outras alheias à esfera política, como a apresentadora da Rede Globo, Ana Maria Braga. Reportagem do jornal O Estado de S. Paulo mostrou que o vice-presidente do PSDB, Eduardo Jorge, não teve acesso à íntegra dos autos da sindicância interna conduzida pela Receita Federal para investigar o caso, apesar da determinação da Justiça Federal. O jornal revelou que 13 volumes do processo não foram entregues ao dirigente tucano.

"A Receita vai cumprir todas as determinações do juiz. O governo não admite irregularidades como essas", assegurou Padilha, em alusão ao esquema de violação generalizada de sigilos fiscais que veio à tona, após a denúncia de Eduardo Jorge. Entretanto, embora o órgão tenha passado a sustentar a existência de um "suposto balcão de compra e venda de informações" e "pagamento de propina" na delegacia do Fisco em Mauá, na região do ABC paulista, o jornal mostrou que essa versão não constou do relatório entregue ontem ao Ministério Público. O documento pediu o indiciamento de duas funcionárias daquela delegacia investigadas por violar o sigilo fiscal de quatro tucanos.

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