Padilha: Lula quer 'rigor' em investigação na Casa Civil

O ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, informou hoje que na reunião da coordenação política do governo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva cobrou do ministro da Justiça, Luiz Paulo Barreto, "agilidade" e "rigor" nas investigações sobre tráfico de influência e corrupção na Casa Civil na gestão da ministra Erenice Guerra, que deixou o cargo na semana passada.

VANNILDO MENDES, Agência Estado

20 de setembro de 2010 | 14h27

"Venham de onde vieram as denúncias, seja da oposição ou mesmo de pessoas com antecedentes criminais, o governo é o maior interessado na completa apuração", afirmou o ministro. "O governo não vai descansar enquanto toda a verdade não vier à tona e os responsáveis não forem punidos", disse.

A crise causada pelo escândalo da Casa Civil tomou boa parte da reunião da coordenação política, pela manhã, no Palácio do Planalto. Antes, Lula teve uma conversa reservada com o ministro da Justiça, de quem teve um relato das providências da pasta e do inquérito aberto pela Polícia Federal (PF), assunto tratado pelo governo como segredo de Estado, para evitar respingos na candidatura presidencial da petista Dilma Rousseff, responsável pela nomeação de Erenice para o cargo. "Nesse governo não há denúncia que não seja apurada e quem errou será punido, seja ele quem for", disse Padilha.

As declarações foram dadas depois da solenidade em que o presidente assinou a medida provisória (MP) de apoio aos esportes de alta performance, visando aos Jogos Olímpicos de 2016, no Rio de Janeiro. Abordado pela imprensa, Lula não quis falar sobre o escândalo.

Em discurso no evento, o presidente disse que tem feito reflexões sobre sua passagem pelo governo e concluiu que o Estado fez muito, mas precisa fazer ainda mais pelo País e pelos esportes. "Em 1º de janeiro, vou descer as escadas do Palácio (do Planalto) pensando não no que fizemos, mas no que deixamos de fazer", afirmou.

Lula considerou modesta a meta, anunciada pelo presidente do Comitê Olímpico, Carlos Nuzman, de o Brasil alcançar a 10ª colocação entre os países da elite esportiva na Olimpíada de 2016, conquistando no mínimo 13 medalhas de ouro e batendo o próprio recorde. "Se a previsão é que o Brasil será a 5ª economia do mundo em 2016, por que não pensar em metas mais ambiciosas?", indagou.

Lembrando o êxito do vôlei brasileiro com a profissionalização, Lula disse que, hoje, os brasileiros perderam a pecha de perdedores e até alimentam a presunção da invencibilidade e não aceitam derrotas. "Precisamos ser presunçosos mesmos e chegar a 2016 preparados para ganhar mais medalhas do que em qualquer outro tempo", afirmou.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.