Padilha diz que PSDB tenta golpe eleitoral

Para o ministro, esta não é a primeira vez que os tucanos tentam impedir a participação eleitoral 'tranquila' de petistas na campanha

Evandro Fadel, de O Estado de S.Paulo

02 de setembro de 2010 | 14h29

FOZ IGUAÇU - O ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, classificou de "golpe" a tentativa do PSDB de tentar suspender o registro da candidatura da ex-ministra Dilma Rousseff (PT) à Presidência da República, em razão das denúncias de vazamento de dados armazenados na Receita Federal referentes a pessoas ligadas ao candidato José Serra (PSDB). "Tentaram impedir ao longo do processo eleitoral que o presidente Lula pudesse participar do processo eleitoral, depois tentaram enganar a população, confundindo-a com a imagem do presidente, e agora tentam impedir a nossa candidata de correr tranquilamente na campanha, já cheira golpe", afirmou.

 

Segundo ele, essa é também uma tentativa de "atrapalhar a apuração correta" que a Receita estaria fazendo. "Todas as informações vem aparecendo por causa da apuração da Receita, ela tem seus procedimentos, vai continuar apurando de forma correta como sempre apurou, cumprindo a lei", disse. "Nós não vamos permitir que essa tentativa de golpe eleitoral da oposição ao presidente Lula possa atrapalhar o procedimento de investigação da Receita."

 

Padilha garantiu que não há qualquer tentativa por parte da Receita de fazer uma espécie de blindagem nas apurações, a fim de não atingir a candidatura petista. "A Receita é que está sendo acusada", disse. "Não é a candidatura, a Receita está sendo frontalmente acusada pela oposição". De acordo com ele, a oposição quer transformar uma irregularidade descoberta pela receita em um palanque eleitoral. "A oposição ao presidente Lula é que está procurando um golpe eleitoral, combinar um fato que aconteceu em setembro do ano passado, isso ficar exposto na imprensa e, no mesmo dia, entrar no Tribunal Superior Eleitoral pedindo cassação da candidatura da Dilma é golpe eleitoral, é de quem não quer mais disputar eleição", afirmou.

 

Padilha negou qualquer fragilidade no sistema de segurança da Receita Federal e acentuou que o fato veio de fora, com uma procuração supostamente adulterada. "Com uma coisa que veio de fora estão tentando manchar o conjunto da imagem da Receita", reclamou. Segundo ele, a candidata já respondeu "à infâmia do candidato Serra de tentar vincular essa irregularidade a sua candidatura". "Ela respondeu de forma muito clara, que é uma leviandade, uma infâmia", reforçou. "Os partidos que apoiam a ministra Dilma devem deixar clara à população a tentativa de golpe eleitoral".

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.