Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão

Padilha diz que governo buscou mulheres para compor equipe

Medida foi bastante criticada por interlocutores da presidente afastada Dilma Rousseff

Carla Araújo, Gustavo Porto e Tânia Monteiro, O Estado de S.Paulo

13 de maio de 2016 | 13h47

Brasília – O ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, afirmou que a ausência de mulheres na composição do Ministério do presidente em exercício Michel Temer se deve por uma responsabilidade dos partidos. "A composição de ministério foi feita a partir de sugestão de partidos", disse. "Em várias funções nós tentamos buscar mulheres, mas não foi possível". Ele participou, ao lado dos ministros do Planejamento, Romero Jucá, e da Saúde, Ricardo Barros, de uma coletiva de imprensa após a primeira reunião ministerial da gestão Temer. 

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A falta de mulheres foi bastante criticada por interlocutores da presidente afastada Dilma Rousseff. E a própria Dilma destacou que o impeachment contra ela era preconceito de gênero. "Não houve até agora a possibilidade de indicar mulheres", reiterou Padilha.

O ministro da Casa Civil disse, que em alguns casos, apesar de não terem sido nomeadas para o comando de ministérios, mulheres ocuparão cargos importantes, como chefia de gabinete. Segundo ele, o núcleo político do governo e o próprio Temer continuarão buscando indicações para trazer mais mulheres para o governo. "Vamos incrementar a solicitação de que os partidos tragam mulheres para postos similares a status de ministério", disse.

Base parlamentar. Indagado como o governo, classificado como transitório pelo presidente em exercício Michel Temer, iria conseguir base parlamentar para aprovar projetos impopulares no Congresso, Padilha, disse ter "consciência de que, se o poder Executivo pensar em mudar sozinho, vamos comprometer o amanhã".

Padilha lembrou que o governo foi imaginado para atender aos pedidos da sociedade, que foi às ruas e cobrou um Estado "sem corrupção e eficiente". Para ele, "a dificuldade hoje é de consciência coletiva, e a solução será coletiva", disse, numa referência ao apoio do Congresso para a aprovação das medidas de ajuste.

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