Padilha diz que envolvê-lo em operação da PF 'é absurdo'

Padilha diz que envolvê-lo em operação da PF 'é absurdo'

Para o petista, o envolvimento do seu nome nas investigações da Polícia Federal (PF) tem caráter eleitoral

CARLA ARAÚJO E VALMAR HUPSEL FILHO, Estadão Conteúdo

25 de setembro de 2014 | 15h25

O candidato ao governo de São Paulo, Alexandre Padilha (PT), afirmou nesta quinta-feira, 25, que não teve responsabilidade em supostas fraudes envolvendo licitações no Ministério da Saúde quando ele era o titular da pasta. Para o petista, o envolvimento do seu nome nas investigações da Polícia Federal (PF) tem caráter eleitoral. "É um absurdo, a uma semana da eleição, quererem envolver qualquer irresponsabilidade no meu nome", afirmou, após cumprir uma agenda de campanha em São Miguel, na zona leste de São Paulo.

Segundo o petista, as investigações sobre o caso começaram no ministério. "Eu que comecei essa apuração. Recebi a denúncia no começo de janeiro, dia 17, e uma semana depois iniciou toda apuração", disse.

A Polícia Federal cumpre nesta quinta-feira mandados de busca e apreensão em sedes de empresas suspeitas de fraudar uma licitação do Ministério da Saúde em 2013, quando o titular da pasta era Padilha. O ex-ministro, no entanto, não figura entre os alvos da ação realizada nesta manhã. A Operação foi batizada de "Operação Frota" e tem a participação do Ministério Público Federal (MPF) e da Controladoria Geral da União (CGU).

A suposta fraude, segundo nota divulgada pela PF, teria ocorrido na Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai), um dos órgãos vinculados ao Ministério da Saúde. A licitação sob suspeita foi aberta para contratar uma empresa para alugar veículos para a secretaria na Bahia. No pregão, de acordo com a autoridade policial, "figuraram poucas empresas, todas sediadas em Brasília e de um mesmo núcleo familiar, sendo uma delas declarada vencedora mesmo apresentando preços muito superiores aos de mercado".

Padilha disse que a quadrilha que agia no interior da Bahia já foi desmontada. "Nós que desmontamos a quadrilha que existia, punimos os servidores", disse. Segundo ele, não há responsabilidade do ministro nos processos licitatórios. "Todo processo licitatório é feito pelo distrito, o que o ministério faz é a descentralização das contratações para que as compras aconteçam mais rápido", disse.

O candidato destacou que a PF "deve ter seus motivos" para fazer a apuração, mas insistiu que o envolvimento do seu nome, ainda que indiretamente, é eleitoral. "Qualquer tipo de tentar envolver meu nome é eleitoral, é a disputa eleitoral", disse. "Fizemos toda ação de apuração e punição no ministério da saúde e agora a Policia federal tem que continuar seu trabalho."

Apesar disso, Padilha afirmou que não acredita que o episódio pode atrapalhar sua candidatura. "Tenho certeza absoluta que não. É um absurdo que as pessoas quererem tratar disso do ponto de vista eleitoral", reforçou.

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