Padilha diz que Alckmin 'partidarizou' debate sobre água

O pré-candidato do PT ao governo de São Paulo, o ex-ministro Alexandre Padilha, respondeu nesta quinta-feira às críticas dos tucanos que acusam o PT de "partidarizar" e "politizar" a atual crise vivida no Estado em decorrência da ausência de chuvas e do baixo nível do reservatório da Cantareira.

ELIZABETH LOPES E PEDRO VENCESLAU, Agência Estado

20 de março de 2014 | 19h21

"Quem partidarizou o debate sobre a falta de água em São Paulo foi o governador (Geraldo Alckmin) na postura discriminatória que teve com a cidade de Guarulhos, que é governada pelo PT", disse. "O prefeito recebeu por e-mail a informação de que perderia de uma hora para outra 400 litros por segundo. Só por que a cidade é governada pelo PT?", questionou Padilha. O ex-ministro deu a declaração durante o 58º Congresso Nacional de Municípios, que está acontecendo em Campos do Jordão (SP).

Questionado sobre as críticas que os adversários do PSDB têm feito a presidente Dilma pelos apagões recentes que aconteceram em vários Estados brasileiros, Padilha respondeu que "não existe paralelo possível" entre a falta de energia e a crise de abastecimento de água em São Paulo. "O apagão de 2001 (que ocorreu durante a segunda gestão do tucano Fernando Henrique Cardoso) foi julgado pela população. A falta de planejamento do PSDB levou o Brasil ao apagão de energia", disse.

Padilha também comentou a revelação de que a Operação Lava Jato da Polícia Federal rastreou suposto esquema de desvio de recursos públicos envolvendo contrato da Labogen S/A Química Fina com o Ministério da Saúde. "O contrato foi feito de forma transparente e com um laboratório público. Foram apresentadas três propostas, mas só uma foi aprovada", disse. Além de Padilha, também está presente no evento o atual ministro da Saúde, Arthur Chioro.

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