Divulgação PT
Divulgação PT

Padilha diz que a eleição de Dilma seria um 'marco histórico' para o Brasil

Ministro reforçou ainda que Dilma só vai deixar o governo em abril

Rodrigo Alvares, do estadao.com.br e Denise Madueño, da Agência Estado,

20 Fevereiro 2010 | 11h11

O ministro das Relações Internacionais, Alexandre Padilha, declarou na manhã desta sexta-feira, 20, que a eleição da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, seria um 'marco histórico para o Brasil'. Ele também afirmou que ela só vai deixar o governo em abril, depois do lançamento do segundo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC-2). Ainda segundo o ministro, o debate da vice-candidatura não será antecipado.

 

Um pouco mais tarde, o novo presidente do PT, José Eduardo Dutra, confirmou a presença do do presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB).

 

O esquema de segurança no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília, para o último dia do 4º Congresso Nacional do PT, irritou militantes que se aglomeravam em filas para passar pelos três detectores de metais instalados na entrada do auditório Ruth Cardoso.

 

Alguns conversavam sobre táticas para escapar da confusão dentro do local: "Eu nunca fico no centro, só nos corredores da esquerda ou da direita. Outros furavam a fila alegando que "aqui é minha casa, não tenho que esperar por nada".

 

Na abertura dos discursos, o novo presidente do PT, Jose Eduardo Dutra, reforçou que as diretrizes de programa de governo apresentados ontem pelo PT serão apresentadas à cândida e aos partidos aliados. "Cada partido indicará seu representante para elaborar o programa de governo, que será debatido com ela (Dilma Rousseff)", discursou Dutra.

 

O dirigente petista também procurou justificar a não inclusão explícita do PMDB na parte do documento que trata das alianças eleitorais.

 

"A resolução é cristalina. Nós queremos, vamos trabalhar e vamos fazer aliança com todos os partidos que fazem parte da base de apoio do presidente Lula no Congresso. Temos um protocolo de intenções com o PMDB, assinado no ano passado, nós temos feito reuniões periódicas com o partido para tratar das questões regionais e vamos continuar trabalhando nisso", disse Dutra.

 

 Ele reafirmou ainda ser consenso que o maior partido da base apresentará o nome par compor a chapa com Dilma no momento oportuno.

 

As diretrizes do programa de governo de Dilma aprovados pelo 4º Congresso ontem defendem a jornada de 40 horas semanais, o combate ao monopólio dos meios de comunicação eletrônicos, a cobrança de impostos sobre grandes fortunas, o apoio total ao Programa Nacional de Direitos Humanos, entre outros.#ET

 

Acompanhe a cobertura do Congresso do PT pelo twitter

Mais conteúdo sobre:
eleiçõesDilma RousseffPT

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.