Padilha deixa governo para articular candidatura de Simon

O ministro dos Transportes, Eliseu Padilha, deixa o cargo hoje para se dedicar à articulação política dentro do PMDB, para reforçar a candidatura do senador Pedro Simon, nas prévias do partido que vão escolher o candidato à sucessão presidencial. Padilha transmitirá o cargo ao atual secretário-executivo do Ministério, Alderico Lima. Segundo informações da assessoria de imprensa do Ministério, Eliseu Padilha ocupou o cargo durante quatro anos e seis meses e foi o 118º a assumir a pasta. Ele antecipou que vai se candidatar a deputado federal nas próximaseleições e que, a partir de agora, estará liberado para trabalhar em favor da candidatura própria do PMDB à sucessão presidencial. Disse que vai trabalhar pela candidatura do senador Pedro Simon (RS) que irá disputar as prévias eleitorais em 20 de janeiro. "Não posso trabalhar contra a candidatura própria", disse. Padilha lembrou que, no período em que esteve no Ministério, sempre atuou para revitalizar a aproximação do PMDB com o governo. Aproveitou o discurso para fazer uma crítica ao ex-presidente do partido Paes de Andrade. Segundo ele, apesar dos "dribles" que Paes de Andrade tentava dar nele , aceitou o desafio e permaneceu no Ministério mesmo sem mandato parlamentar.O ex-ministro dos Transportes comprometeu-se também a dar "lealdade e fidelidade" ao presidente Fernando Henrique Cardoso, mas antecipou que não subirá ao palanque do candidato do presidente ao Palácio do Planalto. Esclareceu que não considera deslealdade a decisão de não subir ao palanque do candidato de Fernando Henrique, já que o presidente não é candidato. Padilha reafirmou que seu partido, o PMDB, vai ter um candidato próprio e confirmou que dará todo o seu apoioao senador Pedro Simon (PMDB-RS), que decidiu participar da disputa nas prévias que o partido realizará para escolher seu candidato presidencial. O ex-ministro acha que, na eventualidade de o escolhido do PMDB ser o governador de Minas, Itamar Franco (PMDB), será necessário o PMDB se retirar do governo, a não ser que haja dissidências dentro do partido. Padilha explicou que está deixando o governo apedido do PMDB gaúcho, porque, no Rio Grande do Sul, o PDT e o PMDB estão aliados, e o presidente nacional pedetista estabeleceu como condição para apoiar o PMDB gaúcho a retirada de todos os representantes do PMDB do governo federal.

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