Padilha deixa cargo e reclama de cortes no Orçamento

Ao transmitir o cargo de ministro dos Transportes ao secretário-executivo, Alberico Jeferson da Silva, Eliseu Padilha queixou-se dos cortes impostos ao Orçamento da área. "Os recursos desapareceram", disse Padilha, ao ressaltar, no entanto, que a estratéria do governo de dar pioridade à área social é perfeitamente compreensível. Ele lembrou que foi necessário o governo adotar medidas urgentes em relação à merenda escolar e ao atendimento ao Sistema Unificado de Saúde (SUS). Com isso, entretanto, ressaltou, a área de Transportes perdeu sua capacidade de investimento. Eliseu Padilha fez um relato sobre os mais de quatro anos em que esteve à frente do Ministério dos Transportes classificando os feitos no período como uma revolução no setor. Eliseu Padilha ressaltou a "retidão moral" dos ministros do governo e aproveitou para fazer um elogio ao presidente Fernando Henrique Cardoso: "se todos os ministros tivessem a cara do presidente Fernando Henrique, seria bem melhor". Eliseu Padilha deixa o cargo para passar a ter uma atuação mais decisiva e política no PMDB. Ele antecipou que vai se candidatar a deputado federal nas próximas eleições e que, a partir de agora, estará liberado para trabalhar em favor da candidatura própria do PMDB à sucessão presidencial. Disse que vai trabalhar pela candidatura do senador Pedro Simon (RS) que irá disputar as prévias eleitorais em 20 de janeiro. "Não posso trabalhar contra a candidatura própria", disse. Ele lembrou que, no período em que esteve no Ministério, sempre atuou para revitalizar a aproximação do PMDB com o governo. Aproveitou o discurso para fazer uma crítica ao ex-presidente do partido, Paes de Andrade. Segundo ele, apesar dos "dribles" que Paes de Andrade tentava dar nele, aceitou o desafio e permaneceu no Ministério mesmo sem mandato parlamentar.

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