Padilha defende investimento de R$ 45 bilhões em saúde

Em uma sessão esvaziada no plenário da Câmara, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, defendeu hoje a necessidade de o Brasil investir mais R$ 45 bilhões por ano para equiparar o serviço de saúde brasileiro ao de outros países sul-americanos, como o Chile e Argentina. Esses recursos viriam da União, dos Estados e dos municípios. Em 2010, o governo federal investiu R$ 61,9 bilhões na Saúde.

EUGÊNIA LOPES, Agência Estado

20 Setembro 2011 | 20h33

"São mais R$ 45 bilhões de investimento público para não ficarmos atrás do Chile e da Argentina", resumiu o ministro, durante audiência pública na Câmara. Na véspera da conclusão da votação pelos deputados do projeto de lei complementar que disciplina os gastos públicos com a Saúde (a chamada emenda 29), Padilha foi cuidadoso e evitou falar na criação de um novo imposto para financiar o setor. Disse apenas que é necessário aumentar o investimento na Saúde sem, no entanto, indicar de onde virão os recursos.

Coube a seu colega de partido, o líder do PT na Câmara, deputado Paulo Teixeira (SP), apontar as novas fontes de financiamento da Saúde. O petista defendeu a tributação maior dos "mais ricos" para custear o setor. "Os mais pobres têm necessidade do atendimento à Saúde. Não podemos deixar os ricos mais ricos", disse o líder.

A regulamentação da emenda 29 deverá ser votada amanhã depois que a presidente Dilma Rousseff desistiu de criar um tributo para financiar a Saúde.

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