‘Pactos’ ajudaram Dilma, diz pesquisa

Levantamento confirma melhora da avaliação do governo federal; maioria acha que presidente ‘atendeu algumas’ reivindicações das ruas

Daniel Bramatti, O Estado de S.Paulo

10 de setembro de 2013 | 22h14

Pesquisa feita pelo instituto MDA sob encomenda da Confederação Nacional dos Transportes (CNT) aponta que 42,6% dos brasileiros consideram que houve melhoras no País desde as manifestações de protesto ocorridas em junho. Para outros 54%, a situação não mudou.

A pesquisa, que detectou melhora da avaliação do governo Dilma Rousseff entre julho e setembro, também revela que quase dois terços dos brasileiros consideram que a presidente "atendeu algumas" das reivindicações dos manifestantes. Os entrevistados que consideram que Dilma "atendeu todas" as reivindicações não chegam a 1%, e 32,7% acham que o governo não respondeu à vontade manifestada pelas ruas.

Após a queda da aprovação ao governo ocorrida em meio à onda de protestos, o levantamento registrou uma reversão de tendência - algo já observado em pesquisas recentes dos institutos Ibope e Datafolha. A administração Dilma é agora avaliada como ótima ou boa por 38,1% da população - eram 31,3% na pesquisa anterior CNT/MDA, feita em julho. A parcela que considera o governo ruim ou péssimo caiu de 29,5% para 21,9%. A avaliação regular oscilou de 38,7% para 39,7%.

Em um dos cenários da pesquisa sobre eleições presidenciais, Dilma aparece com 36,4% das preferências, seguida por Marina Silva (22,4%), Aécio Neves (15,2%) e Eduardo Campos (5,2%). O tucano José Serra não foi incluído entre as opções.

Respostas. No final de junho, em pronunciamento em rede de rádio e televisão, Dilma anunciou "cinco pactos em favor do Brasil" para responder aos manifestantes que saíram às ruas para protestar. Uma das iniciativas era a destinação dos recursos dos royalties da exploração do petróleo do pré-sal para a educação. A medida foi parcialmente aprovada pelo Congresso - a educação ficou com 75% e a saúde com a parcela restante.

A presidente também prometeu contratar médicos estrangeiros para atender municípios desassistidos por profissionais de saúde. A medida, em implantação, provocou protestos de entidades representativas de médicos, mas ganhou o respaldo da maioria da população, segundo a pesquisa MDA/CNT.

Outra promessa de Dilma foi a liberação de R$ 50 bilhões para projetos de mobilidade urbana - Estados e municípios já apresentaram suas propostas e aguardam a efetiva liberação dos recursos.

Os outros dois pactos diziam respeito ao controle de gastos do governo para conter a inflação e à convocação de uma assembleia constituinte para discutir a reforma política. O primeiro resultou na promessa de um corte de R$ 15 bilhões no Orçamento da União, e o segundo foi abandonado, após reações contrárias no Congresso.

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