Paciente brasileiro de HIV é mais fácil de tratar

Pacientes brasileiros desenvolveram menos resistência ao coquetel anti-aids do que doentes de países desenvolvidos, revelou pesquisa publicada em abril na revista científica americana Aids. ?É um atestado de reconhecimento da qualidade da política brasileira?, comemorou nesta terça-feira o coordenador do Programa Nacional de Combate à Aids, Paulo Roberto Teixeira, informando também que mais de 300 mil brasileiros estão com aids, mas nem desconfiam.A publicação da pesquisa ocorre num momento em que a política brasileira de distribuição de remédios contra aids volta a ser atacada, segundo Teixeira, por um ?movimento consistente da indústria farmacêutica internacional?. Ele não tem provas, e, por isso, não pode nominar os responsáveis. Mas diz que, dois anos atrás, acusavam o Brasil de criar um fenômeno mundial de resistência a remédios por distrituir coquetel a população pouco escolarizada.Agora, o Banco Mundial convocou uma reunião para o próximo mês em Washington para discutir a resistência a remédios. Segundo Teixeira, o Bird começou no ano passado a financiar programas de distribuição de remédios, com base na experiência brasileira. No Brasil, o dinheiro do Bird para aids foi restrito a prevenção e treinamento de pessoal. Para Teixeira, a reunião do Bird é sinal de nova pressão dos laboratórios.O Brasil irá ao encontro e a todos os fóruns internacionais para defender a política de acesso universal a remédios e estará munido do estudo publicado pela revista Aids e produzido pela rede brasileira de vigilânica da resistência do HIV aos anti-retrovirais (Revire), integrada por Fiocruz, Fundação Hemocentro e Instituto Adolfo Lutz, entre outras instituições.

Agencia Estado,

13 de maio de 2003 | 17h22

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