P-34 pode ter mesma história da P-36

O relatório da CPI da Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro sobre o afundamento da plataforma P-36 da Petrobras, na Bacia de Campos, no Rio de Janeiro, em março de 2001, listou vários fatores que podem ter contribuído para o acidente. Entre eles estava a compra de componentes baratos e de qualidade duvidosa sob a reponsabilidade da empresa Marítima, do empresário boliviano naturalizado brasileiro German Efromovich.A Maritima começou a trabalhar com a Petrobras durante a gestão de Joel Rennó, entre 1997 e 1998. A Marítima foi reponsável pelos projetos das plataformas P-36, que afundou, a P-38 e a P-40, ambas em funcionamento. A Petrobras passou a comprar plataformas em pacotes fechados a partir de 1995. Exigia que o empreiteiro fornecesse atestado tipo ISO 9000, mas não fazia a exigência para os subcontratados do empreiteiro.O Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura do Rio de Janeiro (CREA-RJ) também fez uma investigação paralela sobre a P-36 e apurou praticamente as mesmas causas para o naufrágio da plataforma. O CREA-RJ também investiga irregularidades na plataforma de estocagem de petróleo da Petrobras, a P-38, e na P-40.O projeto da P-34, que consistia em transformar o navio navio-tanque Presidente Prudente Moraes em uma unidade de produção e estocagem de óleo, foi tocado pela Indústrias Verolme Ishibrás S.A (IVI)em contrato intermediado pela Marítima.Lições da P-36 A CPI da Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) concluiu também que a terceirização da mão-de-obra na Petrobras foi um dos itens que pesaram para o acidente da P-36. Apesar de concordar com as análises da Comissão de Sindicância da Petrobras, que atribuiu a uma conjunção de vários fatores a causa do naufrágio da unidade, o texto final da Alerj, elaborado pelo deputado Edmilson Valentim (PC do B), culpa ainda a "política de desmantelamento do monopólio do petróleo".O relatório do CREA-RJ lista vários itens na conclusões sobre o acidente. Entre eles estão: falhas no modelo de gestão da empresa, falhas no projeto e planejamento, falhas no gerenciamento, falhas no gerenciamento de riscos, falhas gerenciais envolvendo as áreas de engenharia, exploração e produção. O CREA-RJ também sugere que se apurem as responsabilidades da direção da Petrobras na escolha da empresa Marítima para construção, gerenciamento e adaptação da plataforma, que se apure a responsabilidade da Agência Nacional de Petróleo (ANP) por não fiscalizar as operações das plataformas e da Marinha do Brasil, por ter autorizado o deslocamento da plataforma, mesmo com pendências, para Bacia de Campos.As manchas da empresa3/1975 - cargueiro fretado pela Petrobras derrama 6 mil toneladas de óleo na Baía da Guabanara 6/1980 - explosão fere 23 em navio-sonda na Bacia de Campos (BC) 3/1981 - incêndio em tambor com 7 mil litros de álcool em Barueri (SP) 10/1983 - 3 milhões de litros de óleo vazam de oleoduto em Bertioga 2/1984 - 93 mortes e 2.500 desabrigados na explosão de um duto na Favela Vila Socó, Cubatão 8/1984 - gás vaza do poço submarino de Enchova: 37 mortos e 19 feridos 5/1986 - duas explosões na plataforma Zapata fere 12 10/1987 - incêndio na plataforma Pampo, na BC, provoca queimaduras em 6 4/1988 - incêndio na plataforma Enchova 10/1991 - 2 operários saem gravemente feridos na explosão em Pargo I, na BC 6/1992 - vazamento de 10 mil litros de óleo em área de manancial do Rio Cubatão 5/1994 - 2,7 milhões de litros de óleo poluem 18 praias do litoral norte paulista 10/1998 - 1 milhão de litros de óleo vazam de duto em São José dos Campos 11/1999 - explosão fere 2 na plataforma P-31, na BC 1/2000 - 1,3 milhão de litros de óleo vazam na Baía de Guanabara 7/2000 - 4 milhões de litros de óleo vazam de e atingem o Rio Iguaçu (PR) 11/2000 - 86 mil litros de óleo vazam de cargueiro e poluição atinge praias de São Sebastião e 6 de Ilhabela 1/2001 - oito técnicos da empresa vão às Ilhas Galápagos para ajudar na limpeza do vazamento do navio Jéssica. 2/2001 - uma mancha de 15 quilômetros de óleo (50 mil litros) atinge Morretes (PR) 3/2001 - a plataforma P-36 afunda na Bacia de Campos. Onze funcionários morrem e 1,5 milhão de litros de óleo vazam no marVeja o especial sobre a P-34Veja o especial sobre a P-36

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