Oviedo sai da mansão e volta à prisão

Após uma temporada de mais de quatro meses na casa de um primo, no elegante bairro do Lago Sul, o general paraguaio Lino Oviedo voltou, nesta quinta-feira, para a prisão, no 3º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal.A transferência ocorreu devido a uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que revogou a prisão domiciliar do militar.Acusado de envolvimento no assassinato do ex-vice-presidente do Paraguai Luís Argaña, Oviedo foi preso em junho do ano passado a pedido do governo daquele país, que quer a sua extradição.Um ano depois, quando o STF estava para julgar a extradição, os advogados de Oviedo encaminharam ao Ministério da Justiça um pedido de refúgio, o que suspendeu a tramitação do processo judicial.Diante da recusa do governo brasileiro em reconhecer a condição de refugiado ao militar, Oviedo decidiu enfrentar logo o julgamento pelo STF, disse um de seus advogados, Walter Costa Porto.Segundo ele, o general teria manifestado a vontade de resolver rapidamente a pendência. A defesa do militar argumenta que ele sofre perseguição política em seu país, o que impediria a extradição.Se o STF aceitar essa versão, Costa Porto informou que existe a possibilidade de Oviedo pedir asilo ao governo brasileiro. Mas, se o Supremo conceder a extradição, não haverá outra saída para o general senão voltar para o Paraguai e enfrentar as investigações sobre o envolvimento na morte do ex-vice-presidente do país.O militar sustenta que, se tiver de retornar para o Paraguai, correrá risco de morte.

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