Oviedo depõe amanhã no Ministério da Justiça

O ex-general paraguaio Lino Oviedo presta depoimento amanhã, às 16 horas, ao diretor do Departamento de Estrangeiro do Ministério da Justiça, Luiz Paulo Barreto, sobre as denúncias de que teria tido participação nos protestos realizados ontem em Foz do Iguaçu contra o governo paraguaio. As manifestações ocorreram em Ciudad del Este, no Paraguai, mas atingiram também o lado brasileiro da Ponte da Amizade, que liga as duas cidades fronteiriças, e paralisou o trânsito entre os dois países.Esta manhã, o primo do general, Bráulio Razera, esteve com Barreto e garantiu que Oviedo se apresentará espontaneamente ao governo brasileiro, que ameaça extraditar o ex-general se ficar comprovado o seu envolvimento. Razera disse ao diretor que Oviedo garante que jamais incitou essas manifestações em território brasileiro. O primo de Oviedo não informou o local onde o ex-general se encontra mas afirmou que ele não está em Foz do Iguaçu. Oviedo tem endereço fixo em Brasília. O governo paraguaio acusa Oviedo de ter participado do bloqueio da Ponte da Amizade. Informações do Ministério dão conta de que Oviedo se encontra no Brasil em situação irregular, pois seu pedido de visto para atuar como pesquisador da Universidade de Cuiabá ainda não foi decidido.O presidente do Senado paraguaio, Juan Carlos Galaverna, solicitou ao presidente Fernando Henrique que adote medidas para deter o ex-general. Ontem a noite, o ministro da Justiça, Paulo de Tarso Ribeiro, determinou ao departamento de Estrangeiro a convocação de Oviedo para explicar a sua participação no episódio. O Supremo Tribunal Federal (STF) já negou anteriormente um pedido do governo paraguaio de extradição de Oviedo.A Polícia Federal vai entregar ainda hoje um relatório ao Ministério com todas as informações a respeito dos acontecimentos de ontem.

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