Oviedo continuará preso em quartel da PM

O ex-general paraguaio Lino Oviedo vai continuar preso no Quartel da Polícia Militar em Brasília, aguardando a decisão do governo sobre o pedido para que seja considerado refugiado. O ministro Maurício Corrêa, do Supremo Tribunal Federal, negou pedido para que o militar ficasse em prisão domiciliar, ou sob liberdade vigiada. Mas o ministro aceitou o pedido de suspensão do processo de extradição de Oviedo, até que seja resolvido se ele é ou não um refugiado. Os advogados do ex-general encaminharam o pedido de refúgio ao Ministério da Justiça às vésperas do julgamento do processo de extradição.A expectativa era de que os integrantes do STF julgassem a extradição até o final deste mês. Se Oviedo for considerado um refugiado, o militar poderá viver livremente no Brasil. Recentemente, um dos advogados de Oviedo, o ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Walter Costa Porto, disse que o ex-general tem medo de retornar ao Paraguai, pois considera que corre risco de vida. No processo de extradição solicitado pelo governo do Paraguai, a defesa do ex-general alega que ele sofre perseguição política em seu país. No Paraguai, ele é acusado de ser o mandante de vários assassinatos, incluindo o do ex-vice-presidente do país, Luís Argaña.

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