Outra vez adiada CPI para investigar TCM

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investigará o Tribunal de Contas do Município (TCM) continua roubando a cena das quatro já instaladas na Câmara. Sua criação foi adiada pela segunda vez, para quarta-feira, por conta de uma falha na publicação, no "Diário Oficial do Município", do segundo requerimento do vereador Gilson Barreto (PSDB). O primeiro tinha sido considerado genérico pelo Tribunal de Justiça (TJ), que concedera uma liminar suspendendo a CPI. O novo adiamento provocou a abertura de uma sindicância pela presidência da Casa para apurar se houve apenas erro ou má-fé de algum funcionário. O líder do PSDB, Gilberto Natalini, disse que o erro desmoraliza a Câmara. "Se não foi erro, então temos mais um motivo para abrir uma CPI." No primeiro requerimento, a própria bancada tucana tinha feito o pedido considerado genérico demais pelo TJ. O diretor da Assessoria Técnica da Mesa, Breno Gandelman, deixou nesta quinta-feira sua tradicional atuação nos bastidores da Casa para explicar por que não houve a publicação no "Diário Oficial". Segundo ele, a confusão ocorreu por uma mudança no sistema da Imprensa Oficial do Estado, contratada pela Prefeitura para as publicações. O requerimento acabou sendo entregue por disquete, mas com o número da CPI que havia sido arquivada. Segundo Gandelman, a decisão de criação de nova CPI, às 19 horas desta quarta-feira, ocorreu quase no horário limite para envio de material para a Imprensa Oficial. "Se a comissão extraordinária tivesse decidido outra coisa, como a aprovação de projetos de lei, teria ocorrido o mesmo problema." Além dos vereadores do PSDB, petistas também insinuaram que os conselheiros do TCM estariam por trás da confusão. "A gente está vacinado para o comportamento político na Casa", disse Gandelman. Alguns vereadores temem que, com o novo adiamento, os conselheiros do TCM consigam outra liminar suspendendo a CPI. Gandelman alega que a decisão do TJ se baseará no conteúdo do requerimento do vereador do PSDB e a liminar pode ser dada mesmo se a comissão já tiver sido instaurada.

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