Ouro e diamante atraem garimpeiros a reserva

Mais de 2 mil garimpeiros estão acampados às margens da BR-364, próximo a Cacoal (RO), prontos para invadir a reserva dos índios cintas-largas, onde foi descoberto um garimpo de ouro e diamante.Nesta quarta-feira, a Polícia Federal abriu inquérito para apurar a entrada nas terras de mais de 200 homens que já estão explorando a área, com o auxílio de máquinas pesadas e a conivência dos próprios índios.De acordo com a Polícia Federal, a situação é grave. Nesta quinta-feira, a PF, a Fundação Nacional do Índio (Funai) e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) vão realizar uma reunião de emergência, em Brasília, para decidir uma ação conjunta na região. Fontes da PF confirmaram a intenção de acionar as Forças Armadas para que ajudem numa possível operação de desobstrução da reserva.HostilidadeA PF enviou um grupo de agentes para a área no início da semana, mas não constatou nenhum conflito entre índios e garimpeiros. Diante disso, e depois de ouvir alguns depoimentos, os policiais têm quase a certeza de que existe conivência dos próprios cintas-largas. A PF também observou hostilidade dos indígenas com relação à presença dos agentes no local. Sobrevoando na última terça-feira a reserva, os policiais identificaram uma grande concentração de garimpeiros às margens do igarapé Lages, um afluente do Rio Roosevelt, na área central da terra indígena. A grande preocupação, porém, é com o número de pessoas que começaram a agrupar-se ao longo da BR-364 (a rodovia que liga Rondônia ao resto do País). ?Há pelo menos 2 mil homens entre as cidades de Cacoal e Espigão d?Oeste?, afirma um delegado da PF.Além da extração de ouro e diamantes, as autoridades acreditam que possa estar havendo retirada ilegal de madeira, destinada à venda ou simplesmente à abertura de espaços para a entrada do maquinário. Na região vivem 2 mil índios.

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