DIDA SAMPAIO/ESTADÃO
DIDA SAMPAIO/ESTADÃO

Osmar Terra 'ainda não fez nada' pela cultura do País, rebate Frota

Deputado federal pelo PSL de São Paulo reagiu à entrevista dada pelo ministro ao Estado na qual ele disse que o 'problema do Alexandre é que ele quer nomear todo mundo no ministério'

Rafael Moraes Moura, O Estado de S. Paulo

05 de maio de 2019 | 20h49

BRASÍLIA - O deputado federal Alexandre Frota (PSL-SP) disse neste domingo, 5, ao Estadão/Broadcast que o ministro da Cidadania, Osmar Terra, "ainda não fez nada" pela cultura do País, nem poderia assumir o comando da área. Na avaliação do parlamentar, a cultura e o esporte no Brasil - que estão sob a responsabilidade da pasta de Osmar Terra - "foram colocados à deriva".

As declarações de Frota vieram depois que Osmar Terra afirmou, em entrevista ao Estado, que "o problema do Alexandre é que ele quer nomear todo mundo no ministério".

"Ele apresentou nomes para todos os cargos. Até atendi um que achei o currículo interessante. Mas para os outros cargos eu busquei técnicos. Quem vai responder depois sou eu e não o deputado. Acho que o Alexandre tem certa inexperiência na prática política. Ele nunca foi político. Respeito o trabalho dele e acho que ele é importante na cultura, mas o ministério é responsabilidade minha", disse o ministro. 

Procurado pelo Estado para comentar as declarações de Osmar Terra, Frota, que está em seu primeiro mandato no Congresso Nacional, comentou que o que lhe falta de experiência política falta para Osmar Terra de experiência cultural. 

"Independentemente de tudo, tenho 30 anos de estrada no teatro, no cinema. Eu acho que aí a situação ficou diferenciada, sabe? É muito cedo para avaliar o Osmar, ele ainda não fez nada. Apenas maquiou o nome da lei (Rouanet), deu uma passada de pano, pois o nome estava contaminado", avaliou Frota. 

O parlamentar critica a medida anunciada pelo governo, de baixar de R$ 60 milhões para R$ 1 milhão o teto do financiamento de projetos culturais financiados pela lei. 

"R$ 60 (milhões) era abuso e absurdo. Entre R$ 5 e R$ 10 milhões seria bom seria coeso, agora R$ 1 milhão podemos ver o tamanho da cultura para ele (Osmar Terra). Não vou dar nota (para a gestão de Osmar Terra), ele não é escola de samba, mas até agora o carnaval já começou e ele ainda está no barracão olhando para os carros", comentou Frota. 

Nomeações. Sobre as nomeações para a área da Cultura do ministério de Osmar Terra, o parlamentar do PSL disse que indicou os nomes de Pedro Peixoto para a Secretaria do Audiovisual, Gustavo Amaral para a Secretaria para a Diversidade Cultural e Maurício Braga para a Secretaria de Direitos Autorais.

"Hoje existem esses três nomes indicados por mim que estão trabalhando e auxiliando eles. Eu não nomeei, eu indiquei diversos profissionais que pudessem realmente dar sustentabilidade, ajudar o Osmar Terra, uma vez que ele não entende de cultura. O Osmar é muito bom na questão das drogas, do social, mas na cultura ele próprio declarou que ele não entende", ressaltou Frota. 

"Agora, de repente, ele passou a não mais dialogar com a gente. Passou a não mais aceitar as indicações que estávamos mandando pra ele. Óbvio que ninguém gostou disso porque existia todo um plano para dar suporte técnico a ele. Osmar Terra vai tocar o barco do jeito que ele quer tocar, tranquilo, ele tem aí mais três, quatro meses, pra mostrar como vai ser a cultura no País", acrescentou o parlamentar do PSL. 

A assessoria de imprensa de Osmar Terra informou que não se pronunciaria sobre os comentários de Alexandre Frota.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.