Osmar Dias defende irmão e diz que espera seu apoio

O senador Osmar Dias, candidato do PDT ao governo do Paraná, defendeu hoje seu irmão, o também senador Alvaro Dias (PSDB), que foi indicado como vice na chapa de José Serra (PSDB) à Presidência da República, mas acabou trocado pelo deputado Indio da Costa (DEM-RJ), após revolta do DEM. Ele contestou as informações de que Alvaro tinha sido indicado somente porque seria uma forma de ajeitar a situação do Paraná. Com o irmão na chapa de Serra, ele poderia não concorrer ao governo do Estado inviabilizando um palanque forte para a candidata do PT, Dilma Rousseff.

EVANDRO FADEL, Agência Estado

01 Julho 2010 | 18h52

"Não posso admitir que queiram dizer que o Alvaro estava sendo escolhido apenas para arrumar uma situação do Paraná, creio que ele estava (sendo escolhido) pelas virtudes que tem, e são muitas", afirmou Osmar. Ele acentuou que a retirada do irmão da chapa de Serra não foi determinante para sua decisão de disputar. "Inicialmente disse que não haveria disputa entre irmãos, mas fui convencido pela população que não estávamos disputando o mesmo cargo, não estávamos em disputa direta", alegou.

Questionado sobre o momento em que tomou a decisão, ele ressaltou que foi quando recebeu a comunicação de São Paulo de que o irmão estava praticamente fora da chapa, aliado a um pedido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para que "passasse por cima das divergências" no Estado.

Osmar disse contar com o apoio de Alvaro em sua campanha. "É meu irmão, temos um afeto muito grande um pelo outro", afirmou. Ele acrescentou ter recebido telefonemas de quase todos os outros irmãos recomendando a decisão que acabou tomando.

Reconciliação

Na entrevista coletiva, Osmar sentou-se ao lado do ex-governador Roberto Requião (PMDB), candidato ao Senado. Ambos enfrentaram-se arduamente nas últimas eleições e continuaram se agredindo verbalmente mesmo depois do resultado das urnas. "As divergências estão absolutamente superadas em nome do Estado", disse primeiramente Requião. No que foi seguido por Osmar. "Acima de qualquer divergência está o interesse do Paraná", destacou.

"Se houve divergências, e elas ocorreram e foram públicas, também há história do passado que recomenda que possamos estar aqui sentados lado a lado." Em mandato anterior, Osmar foi secretário da Agricultura do governador Requião.

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